Acórdão do Tribunal da Relação do Porto | |||
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| Nº Convencional: | JTRP00025349 | ||
| Relator: | AFONSO CORREIA | ||
| Descritores: | ACÇÃO DE REIVINDICAÇÃO PRESSUPOSTOS DIREITO DE PROPRIEDADE POSSE REGISTO AQUISIÇÃO USUCAPIÃO POSSE PÚBLICA POSSE PACÍFICA POSSE TITULADA POSSE DE BOA FÉ POSSE DE MÁ FÉ INTERRUPÇÃO DA PRESCRIÇÃO CITAÇÃO | ||
| Nº do Documento: | RP199902239920073 | ||
| Data do Acordão: | 02/23/1999 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recorrido: | T CIV PORTO 5J | ||
| Processo no Tribunal Recorrido: | 574/95-3 | ||
| Data Dec. Recorrida: | 09/24/1998 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | APELAÇÃO. | ||
| Decisão: | CONFIRMADA A DECISÃO. | ||
| Área Temática: | DIR CIV - DIR REAIS. | ||
| Legislação Nacional: | CCIV66 ART300 ART302 ART303 ART305 ART323 N1 ART326 N1 ART1258 ART1259 ART1260 ART1261 ART1262 ART1287 ART1292 ART1294 ART1295 ART1296 ART1311 N1 ART1316 ART1317. | ||
| Sumário: | I - Nas acções de reivindicação incumbe ao autor demonstrar, em primeiro lugar, que tem o direito de propriedade sobre a coisa reivindicada e, depois, que essa coisa se encontra na posse ou detenção de outrem. II - A acção de reivindicação tem dois pressupostos subjectivos - que o autor prove ser o proprietário e que o demandado possua a coisa - e um objectivo - a identidade da coisa que se reclama com a que é possuída pelo demandado. III - Pretendendo o autor se declare que é proprietário de certo lote de terreno dentro do qual o réu construiu um muro de vedação com o seu lote, por forma a fazer sua uma faixa de terreno com certa área, cuja restituição pede, estamos perante clara acção de reivindicação desta faixa de terreno. IV - O direito de propriedade adquire-se, além do mais, por usucapião que retroage o efeito aquisitivo à data do início da posse. V - A posse boa para usucapião tem de ser pública e pacífica, influindo apenas no lapso de tempo necessário para usucapir o ser a posse titulada ou intitulada, registada ou não, de boa ou de má fé. VI - São aplicáveis à usucapião, com as necessárias adaptações, as disposições relativas à suspensão e interrupção da prescrição. VII - A prescrição interrompe-se pela citação ou notificação de qualquer acto que exprima, directa ou indirectamente, a intenção de exercer o direito. VIII - A interrupção inutiliza para a prescrição todo o tempo decorrido anteriormente, começando a correr novo prazo a partir do acto interruptivo. IX - Tendo o réu sido citado para uma anterior acção ( esta de arbitramento ), em que o autor pretendia exercer o direito de ver reposta no seu lote a aqui questionada área, antes de decorridos 15 anos sobre o início da posse, interrompeu-se o prazo de usucapião e, consequentemente, inutilizou-se todo o tempo antes decorrido. X - Logo, o réu não chegou a adquirir, por usucapião, a faixa de terreno que, com a construção do muro, incorporou no seu lote. | ||
| Reclamações: | |||