Acórdão do Tribunal da Relação do Porto | |||
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| Nº Convencional: | JTRP00010543 | ||
| Relator: | BESSA PACHECO | ||
| Descritores: | TRESPASSE CONTRATO-PROMESSA RESOLUÇÃO DO CONTRATO RETROACTIVIDADE ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA MODIFICAÇÃO DO CONTRATO EXCEPÇÃO PEREMPTÓRIA ÓNUS DA PROVA | ||
| Nº do Documento: | RP199312209350337 | ||
| Data do Acordão: | 12/20/1993 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recorrido: | T J MATOSINHOS 2J | ||
| Processo no Tribunal Recorrido: | 54/89-4 | ||
| Data Dec. Recorrida: | 01/07/1993 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | APELAÇÃO. | ||
| Decisão: | REVOGADA PARCIALMENTE. | ||
| Área Temática: | DIR CIV - DIR CONTRAT. | ||
| Legislação Nacional: | CCIV66 ART342 N1 ART406 N1 ART434 N1 ART436 N1 ART671 ART673 ART755 N1 F ART759 N3. | ||
| Jurisprudência Nacional: | AC RC DE 1982/02/02 IN CJ ANOVII T1 PAG98. | ||
| Sumário: | I - O contrato deve ser pontualmente cumprido e só pode modificar-se por mútuo consentimento dos contraentes - artigo 406, nº 1 do Código Civil. II - A existência de contrato posterior, modificativo do contrato-promessa celebrado, consubstancia excepção peremptória cuja prova compete a quem a invoca. III - Havendo divergência entre o contrato-promessa e os termos da escritura definitiva, nada obriga o contraente que dela discorda a assiná-la. IV - Nos contratos bilaterais, o contraente que está em falta no cumprimento não pode resolver o contrato. V - A resolução do contrato tem eficácia retroactiva, salvo se a rectroactividade contrariar a vontade das partes ou a finalidade da resolução. VI - Se o promitente trespassário, que recebeu logo o estabelecimento comercial e o passou a explorar, deixar de ter interesse na realização do contrato de trespasse, deve restituir o estabelecimento ao seu dono. VII - Não o fazendo e continuando a receber o apuro do estabelecimento, beneficia de enriquecimento sem causa, pelo que tem obrigação de restituir aquilo com que injustamente se locupletou. VIII - A obrigação de restituir tem como limites, por um lado, o locupletamento efectivo do beneficiado e, por outro, o empobrecimento correspondente do lesado. IX - O direito de retenção não dá o direito de o respectivo titular se utilizar da coisa retida. | ||
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