Acórdão do Tribunal da Relação do Porto | |||
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| Nº Convencional: | JTRP00035462 | ||
| Relator: | CAIMOTO JÁCOME | ||
| Descritores: | SIGILO BANCÁRIO DEVER DE COLABORAÇÃO DAS PARTES | ||
| Nº do Documento: | RP200301270251819 | ||
| Data do Acordão: | 01/27/2003 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recorrido: | 4 V CIV PORTO | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | AGRAVO. | ||
| Decisão: | PROVIDO. | ||
| Área Temática: | DIR PROC CIV. | ||
| Legislação Nacional: | CPC95 ART528. DL 298/92 DE 1992/12/31 ART78 ART79. | ||
| Jurisprudência Nacional: | AC RP IN CJ T1 ANOXXVI PAG229. AC RC IN CJ T2 ANOXXVII PAG92. | ||
| Sumário: | I- Embora o sigilo bancário não seja um valor absoluto, deve em princípio prevalecer o respeito pelo respectivo dever de segredo quando contraposto ao dever de colaboração com a justiça. II - No entanto, o ponto de equilíbrio entre os dois interesses em jogo deve encontrar-se casa a caso. III - A junção pura e simples aos autos -acção intentada pelos autores contra o Banco, de que são clientes- de um processo disciplinar instaurado pelo Banco contra um seu funcionário que foi o director da agência onde os autores tinham a sua conta, pode contender com o sigilo profissional, sem que se justifique, razoavelmente, a invocação de interesse público de administração da justiça para a colaboração do Banco. Já não assim a junção de cópias das partes desse processo disciplinar que respeitam unicamente ao relacionamento do dito funcionário com os autores. | ||
| Reclamações: | |||
| Decisão Texto Integral: |