Acórdão do Tribunal da Relação do Porto | |||
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| Nº Convencional: | JTRP00003253 | ||
| Relator: | ALMEIDA E SILVA | ||
| Descritores: | EMPREITADA CAUSA DE PEDIR ALTERAÇÃO RESCISÃO DO CONTRATO DEFEITOS INDEMNIZAÇÃO | ||
| Nº do Documento: | RP199201149110432 | ||
| Data do Acordão: | 01/14/1992 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recorrido: | T CIV PORTO 3J | ||
| Processo no Tribunal Recorrido: | 1850-1 | ||
| Data Dec. Recorrida: | 02/04/1991 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | APELAÇÃO. | ||
| Decisão: | CONFIRMADA A SENTENÇA. | ||
| Área Temática: | DIR CIV - DIR OBG / DIR CONTRAT. | ||
| Legislação Nacional: | CCIV66 ART1207 ART1208 ART916 ART917 ART1218 ART1220 ART1221 ART1222 ART432 N1 ART1229 ART1223 ART562 ART434. CPC67 ART664 ART511 N3 B. | ||
| Jurisprudência Nacional: | AC STJ DE 1987/02/25 IN BMJ N364 PAG849. AC STJ DE 1988/02/02 IN BMJ N374 PAG449. | ||
| Sumário: | I - Tendo a ré estruturado a contestação e o pedido reconvencional na base de que o negócio acordado entre ela e a autora consistiu num contrato de empreitada para colocação de tecto falso, que abrangia o fornecimento dos materiais e a sua montagem, insistindo em que nunca existiu entre ambas qualquer contrato de venda ou fornecimento de materiais, a respectiva causa de pedir reside naquele contrato de empreitada; II - A causa de pedir só pode ser alterada nos termos do artigo 273 nº 1 do Código de Processo Civil, não sendo possível alterá-la na fase de recurso; III - Assim, não pode, na sua alegação de recurso, a apelante suscitar pela primeira vez a questão de que aquele inicial contrato de empreitada se convolou num contrato de fornecimento de materiais, invocando o acordo entre o dono da obra e o empreiteiro para que se confiasse a um terceiro a colocação dos materiais; IV - Detectando o dono da obra que esta apresenta defeitos, a via a seguir é a observância do disposto nos artigos 1218 e seguintes do Código Civil; V - Tendo a ré optado antes por "rescindir" o contrato celebrado com a autora, essa sua atitude configura-se como desistência do contrato de empreitada, acarretando para aquela o dever de indemnizar o empreiteiro; VI - Provando-se da parte deste a disponibilidade para solucionar os defeitos que a obra apresentava, não há ilicitude na sua actuação, nem se vislumbra o necessário nexo de causalidade entre esta e a despesa que a ré teve de suportar mercê do contrato de empreitada que veio a celebrar com outra empresa, para o mesmo efeito, não se justificando o direito da ré a ser indemnizada pela autora, quer por essas despesas, quer pelo adiantamento feito nos termos do contrato resolvido; VII - Não se tendo provado qual a data acordada para o termo da obra, não pode o dono desta exigir que o empreiteiro pague a multa, estipulada no contrato de empreitada, de 10000 escudos por cada dia de atraso na conclusão da obra. | ||
| Reclamações: | |||