Acórdão do Tribunal da Relação do Porto | |||
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| Nº Convencional: | JTRP00004071 | ||
| Relator: | PAZ DIAS | ||
| Descritores: | ESPECIFICAÇÃO DOCUMENTO ARRENDAMENTO RESOLUÇÃO DO CONTRATO RESIDÊNCIA PERMANENTE FALTA CASO DE FORÇA MAIOR OBRAS OBRIGAÇÃO EXIGIBILIDADE DA OBRIGAÇÃO ABUSO DO DIREITO | ||
| Nº do Documento: | RP199405109350916 | ||
| Data do Acordão: | 05/10/1994 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recorrido: | T J LAMEGO | ||
| Processo no Tribunal Recorrido: | 44/92-2 | ||
| Data Dec. Recorrida: | 03/18/1993 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | APELAÇÃO. | ||
| Decisão: | CONFIRMADA A SENTENÇA. | ||
| Área Temática: | DIR CIV - DIR CONTRAT. DIR PROC CIV. | ||
| Legislação Nacional: | CCIV66 ART1031 B ART1093 N1 I N2 A. RAU ART64 N1 I ART13 N1. CPC67 ART511 N1. | ||
| Jurisprudência Nacional: | AC RL DE 1993/12/15 IN CJ T5 ANOXVIII PAG159. AC RL DE 1993/06/24 IN CJ T3 ANOXVIII PAG139. AC RL DE 1983/11/10 IN CJ T5 ANOVIII PAG110. AC STJ DE 1983/01/08 IN BMJ N323 PAG354. AC RL DE 1992/03/24 IN CJ T2 ANOXVII PAG145. AC RL DE 1986/02/25 IN CJ T1 ANOXI PAG104. | ||
| Sumário: | I - É censurável a prática, frequente na primeira instância, de especificar documentos e não os factos que deles constem. Documento é meio de prova de factos e não os próprios factos em si. II - O senhorio pode resolver o contrato de arrendamento se o arrendatário conservar o prédio arrendado desabitado por mais de um ano, ou, sendo destinado a habitação, não tiver nele residência permanente. III - Essa sanção, porém, não tem lugar em caso de força maior. IV - Entende-se por caso de força maior todo o acontecimento natural ou humano que, embora previsível ou até prevenido, se não pode evitar nem em si nem nas suas consequências. V - É causa justificativa de não residência permanente do inquilino no prédio arrendado a necessidade da realização neste de obras de restauro e consolidação. VI - Sendo de 150 escudos mensais a renda fixada, a gritante desproporção entre o custo das obras e a exiguidade da renda torna ilegítimo, por abusivo, o direito de o arrendatário exigir essas obras e excede manifestamente os limites impostos pela boa fé, pelos bons costumes e pelo fim económico e social desse direito. | ||
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