Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa | |||
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| Nº Convencional: | JTRL00010192 | ||
| Relator: | HUGO BARATA | ||
| Descritores: | ARRENDAMENTO PARA HABITAÇÃO DESPEJO RESIDÊNCIA PERMANENTE LITIGÂNCIA DE MÁ FÉ CESSÃO DE POSIÇÃO CONTRATUAL | ||
| Nº do Documento: | RL199305250068091 | ||
| Data do Acordão: | 05/25/1993 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recurso: | T CIV LISBOA 6J | ||
| Processo no Tribunal Recurso: | 6085/911 | ||
| Data: | 03/24/1992 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | APELAÇÃO. | ||
| Decisão: | CONFIRMADA A DECISÃO. | ||
| Área Temática: | DIR CIV - DIR CONTRAT. DIR PROC CIV. | ||
| Legislação Nacional: | CCIV66 ART1093 N1 F I. RAU90 ART64 I. CPC67 ART456. | ||
| Sumário: | I - A formulação utilizada pela autora "deixou de habitar no fogo, não indo ao mesmo para qualquer fim" é eloquentemente expressiva, descritiva, de que o arrendatário deixou de utilizar o arrendado, nada mais sendo necessário para significar a desocupação ou falta de residência permanente. II - Na norma referível - art. 1093 n. 1, f), CC - não se faz subdistinção para o nuclear "emprestar", e onde o legislador não subdistingue não o pode fazer o interprete (artigos 9 e 10 n. 1, CC). III - Há litigância de má fé quando à versão factual do autor o réu apresenta outra, que radica em factos do seu conhecimento pessoal, em cuja prova decaíu; se é certo que entre a afirmação do facto e a prova do mesmo pode haver um fôsso - aquele ser real, mas não se conseguir fazer a prova do mesmo - , no entanto, porque um demandado sabe (tem de sabê-lo: art. 6, CC) que não basta escrever, é preciso provar-se o que se escreve, logo tem de sopesar a sua real possibilidade de comprovar quando expende, e pelo que ocorreu nestes autos não se pode ceder cêdo em que aí existiu apenas temeridade. | ||