Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa | |||
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| Nº Convencional: | JTRL00016412 | ||
| Relator: | LOPES PINTO | ||
| Descritores: | ACIDENTE DE VIAÇÃO RESPONSABILIDADE CIVIL POR ACIDENTE DE VIAÇÃO COMITENTE COMISSÁRIO SÓCIO GERENTE JUROS DE MORA | ||
| Nº do Documento: | RL199403170084032 | ||
| Data do Acordão: | 03/17/1994 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recurso: | T J ALENQUER | ||
| Processo no Tribunal Recurso: | 18/90-1 | ||
| Data: | 05/24/1993 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | APELAÇÃO. | ||
| Decisão: | ALTERADA A DECISÃO. | ||
| Área Temática: | DIR CIV - DIR RESP CIV. DIR PROC CIV. | ||
| Legislação Nacional: | CCIV66 ART494 ART500 ART503 ART506 N1 ART508 ART805 N3. CPC67 ART650 N2 F ART655 N1 ART664 ART712 N2. CCOM888 ART266. | ||
| Jurisprudência Nacional: | ASS STJ DE 1983/04/14 IN BMJ N326 PAG302. | ||
| Sumário: | I - A não - coincidência entre a propriedade e a condução de um veículo não é suficiente para afirmar que o condutor deste é comissário do titular daquele direito. II - O que caracteriza a existência de comissão, prevista nos artigos 500 e 503 do Código Civil, é a relação de subordinação, cerne do vínculo entre comitente e comissário (aquele goza da liberdade de escolher este, ainda que possa ser a de mera aceitação deste; aquele fica com legitimidade para dar ordens e ou instruções a este; este age por conta daquele). Esta relação tanto se pode verificar num acto isolado como em acto que traduz uma conduta e verificar num acto isolado com em acto que traduz uma conduta e ou se integre no exercício da profissão de quem o praticou. III - O sócio-gerente de uma sociedade que conduz o veículo a esta pertencente e que interveio em acidente de viação não é um seu comissário. Utiliza-o na prossecução do comércio próprio da sociedade pelo que existe uma condução por conta de outrem, pertencendo a direcção efectiva e interessada à sociedade. IV - Não se tendo provado a culpa efectiva de qualquer dos dois veículos intervenientes na colisão - aquele sócio gerente conduzindo o pesado e o proprietário-condutor do ligeiro - nem tendo a ré seguradora ilidido a presunção de culpa (CC art 503 n. 3 e Assento STJ de 1983/04/14) que sobre o primeiro, condutor do veículo não segurado recai, o regime de responsabilidade civil assenta na culpa, já que a presumida equivale à efectiva. V - Os juros de mora não são actualização da indemnização e a valoração dos danos morais, já em si actual relativamente à prolação da sentença, só os poderá vencer a partir desta. | ||