Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa | |||
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| Nº Convencional: | JTRL00003999 | ||
| Relator: | LOPES PINTO | ||
| Descritores: | NULIDADE DE SENTENÇA CONTRATO-PROMESSA MORA INTERPELAÇÃO | ||
| Nº do Documento: | RL199303180069882 | ||
| Data do Acordão: | 03/18/1993 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | APELAÇÃO. | ||
| Decisão: | CONFIRMADA A SENTENÇA. | ||
| Área Temática: | DIR PROC CIV. DIR CIV - DIR OBG. | ||
| Legislação Nacional: | CPC67 ART646 N4 ART659 N3 ART668 N1 C. CCIV66 ART394 N1 ART410 N2 ART805 N2 A ART808 N1. | ||
| Jurisprudência Nacional: | AC RP DE 1974/11/13 IN BMJ N241 PAG344. AC STJ DE 1985/03/19 IN BMJ N345 PAG400. AC RL DE 1983/07/12 IN CJ T4 ANOVIII PAG99. AC RL DE 1984/03/29 IN CJ T2 ANOIX PAG119. AC RL DE 1986/04/17 IN CJ T2 ANOXI PAG117. | ||
| Sumário: | A contradição entre os fundamentos de facto com os de direito não determina a nulidade da sentença. Se num contrato-promessa se clausulou que a escritura pública do contrato prometido seria celebrada em data a marcar pelo promitente comprador, não incorre o promitente vendedor em mora enquanto por aquele não for interpelado para esta. A marcação da escritura e a sequente interpelação não é necessária se o promitente vendedor, que recebeu a totalidade do preço acordado, recusar, de modo definitivo, celebrar o contrato prometido enquanto não recebesse uma "prestação suplementar" não acordada, apesar de saber que o promitente comprador não aceita satisfazê-la. | ||