Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa | |||
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| Nº Convencional: | JTRL00018980 | ||
| Relator: | JOAQUIM DIAS | ||
| Descritores: | PRESUNÇÃO IMPUGNAÇÃO PAULIANA LEGITIMIDADE PASSIVA | ||
| Nº do Documento: | RL199509260009489 | ||
| Data do Acordão: | 09/26/1995 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recurso: | T J OEIRAS 1J 2S | ||
| Processo no Tribunal Recurso: | 91/86 | ||
| Data: | 05/16/1986 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | APELAÇÃO. | ||
| Decisão: | CONFIRMADA A SENTENÇA. | ||
| Área Temática: | DIR CIV - DIR OBG / TEORIA GERAL. DIR PROC CIV. | ||
| Legislação Nacional: | CCIV66 ART349 ART601 ART610 ART611 ART612 N1 N2. CPC67 ART26. | ||
| Sumário: | I - A legitimidade passiva na acção pauliana define-se pela qualidade de sujeito da relação material controvertida, não pelos eventuais efeitos, indirectos ou reflexos, da decisão sobre o mérito da causa. II - Nos termos do disposto no artigo 349 do Código Civil é permitido ao juiz da sentença extrair a ilação de que a venda realizada causou a impossibilidade de o crédito do autor ser satisfeito integralmente. Se tal raciocínio foi omitido no tribunal "a quo", não está o Tribunal da Relação impedido de suprir a omissão. III - Na impugnação pauliana os interesses do credor têm prevalência sobre os demais. Não porque sejam mais importantes, mas porque é fundamental o respeito do princípio da boa fé, que deve nortear todas as relações jurídicas. | ||