Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa | |||
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| Nº Convencional: | JTRL00030234 | ||
| Relator: | CARLOS HORTA | ||
| Descritores: | CONTRATO DE TRABALHO SENTENÇA CONTRADIÇÃO INSANÁVEL DA FUNDAMENTAÇÃO JULGAMENTO MATÉRIA DE FACTO RESPOSTAS AOS QUESITOS RECLAMAÇÃO FALTA DESPEDIMENTO ÓNUS DA PROVA | ||
| Nº do Documento: | RL199601170004264 | ||
| Data do Acordão: | 01/17/1996 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recurso: | T TB LISBOA 3J | ||
| Processo no Tribunal Recurso: | 368/93-2 | ||
| Data: | 11/04/1994 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | APELAÇÃO. | ||
| Decisão: | NEGADO PROVIMENTO. | ||
| Área Temática: | DIR TRAB. DIR PROC CIV. DIR PROC TRAB. | ||
| Legislação Nacional: | CPC67 ART653 N5 ART668 N1 C ART712. CPT81 ART63 N2 ART67 N1 N2. CCIV66 ART342 N1. | ||
| Sumário: | I - Não havendo nas audiências de julgamento, que decorram nos Tribunais do Trabalho, qualquer registo da prova de facto produzida, nomeadamente através de depoimentos escritos, por força do n. 2 do art. 63 do CPT, não há qualquer hipótese de o Tribunal da Relação censurar o juízo que, da matéria de facto, fez o Mmo. Juiz "a quo" - a não ser nos casos previstos no art. 712 do CPC, o qual, porém, não tem aplicação ao caso dos autos. II - Acresce que a Autora não usou da faculdade outorgada pelos arts. 67, n. 1, do CPT, e 653, n. 5, do CPC, pois, se entendia que as respostas dadas aos quesitos eram deficientes, obscuras e (ou) contraditórias, ou não estavam devidamente fundamentadas, devia ter reclamado contra elas - e não o fez! - no momento, referido na Acta de julgamento, a fls. 42 dos autos, em que, lidas tais respostas pelo Mmo Juiz "a quo", as mesmas lhe foram facultadas para o exame a que alude o n. 5 do art. 653 citado, não sendo lícito vir, agora, invocar tais deficiências e contradições. III - Lendo a sentença recorrida, também não se descortina onde é que a mesma contradiz a matéria de facto sobre a qual assenta, pois é indubitável que a Autora não conseguiu provar, em julgamento, que fora despedida - e esse ónus competia-lhe, nos termos do art. 342, n. 1, do CC - motivo por que o recurso não pode deixar de improceder. | ||