Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa | |||
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| Nº Convencional: | JTRL00032069 | ||
| Relator: | ALBERTO MENDES | ||
| Descritores: | USO DE IDENTIFICAÇÃO ALHEIA ELEMENTOS DA INFRACÇÃO VÍCIOS DA SENTENÇA CONTRADIÇÃO INSANÁVEL DA FUNDAMENTAÇÃO ERRO NOTÓRIO NA APRECIAÇÃO DA PROVA | ||
| Nº do Documento: | RL200103290019039 | ||
| Data do Acordão: | 03/29/2001 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REC PENAL. | ||
| Decisão: | PROVIDO. | ||
| Área Temática: | DIR PROC PENAL. | ||
| Legislação Nacional: | CPP98 ART344 N2 A ART410 N2 B C ART426 N1. CP95 ART261. | ||
| Jurisprudência Nacional: | AC STJ DE 1998/11/12 IN BMJ N481 PAG326. | ||
| Sumário: | I - Para efeitos de preenchimento dos elementos constitutivos do crime de uso de documento de identificação alheio, do art. 261º do C. Penal, a "intenção de causar prejuízo... ao Estado" pode e deve inferir-se do facto de o agente ter usado o documento de identificação emitido a favor de outra pessoa e, com esta conduta, ter posto em causa a credibilidade e a fé pública de um documento autêntico. Tal prejuízo como é evidente, não tem de ser patrimonial, verificando-se sempre que a credibilidade, a segurança e a fé publica de um documento seja posta em causa com a conduta do agente. II - Padece, pois, dos vícios a que aludem as alíneas b) e c) do nº 2 do art. 410º do C.P.Penal - contradição insanável da fundamentação e erro notório na apreciação da prova - a sentença que, conhecendo do apontado ilícito penal, por um lado dá como provado que o arguido, ao ser fiscalizado pelas autoridades policiais, voluntária e conscientemente exibiu uma carta de condução emitida a favor de outra pessoa, actuando com a intenção de se fazer passar pelo seu verdadeiro titular e, assim, não ser autuado; e por outro lado dá como não provado que ao apresentar aquele documento (carta de condução de terceiro), o arguido visasse causar prejuízo ao Estado. | ||
| Decisão Texto Integral: |