Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa | |||
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| Nº Convencional: | JTRL00016808 | ||
| Relator: | CARVALHO PINHEIRO | ||
| Descritores: | DIREITOS OBRA DE ARTE VIOLAÇÃO DO DIREITO MORAL DE AUTOR DIREITO DE PROPRIEDADE DIREITO DE PERSONALIDADE DANO DANOS MORAIS DANOS PATRIMONIAIS INFRACÇÃO CONCURSO CONCURSO DE INFRACÇÕES ABUSO DE DIREITO | ||
| Nº do Documento: | RL199406090085562 | ||
| Data do Acordão: | 06/09/1994 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recurso: | T CIV LISBOA 4J | ||
| Processo no Tribunal Recurso: | 7382/912 | ||
| Data: | 11/25/1992 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | APELAÇÃO. | ||
| Decisão: | REVOGADA A DECISÃO. | ||
| Área Temática: | DIR AUTOR. | ||
| Legislação Nacional: | CDA85 ART9 N3 ART15 N2 ART40 ART41 N2 ART58 ART59 ART67 N2. CCIV66 ART294 ART334. | ||
| Sumário: | I - A alteração não autorizada de obra alheia (por ex. um videograma) viola simultâneamente um direito moral (consistente na preservação da criação original do autor, cuja personalidade se projecta na obra) e um direito material ou patrimonial (referente à contra- -partida a que o autor da obra teria direito), existindo assim um concurso real de infracções. II - A figura do abuso de direito pressupõe sempre a existência do direito. O lesado pode, com base neste instituto requerer o exercício lógico e racional do direito que a lei confere a outrem, o que não pode é pretender que o direito não seja reconhecido ao seu titular ou que este seja inteiramente despojado dele. | ||