Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa | |||
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| Nº Convencional: | JTRL00017059 | ||
| Relator: | MADEIRA BARBARA | ||
| Descritores: | BURLA TIPICIDADE REQUISITOS CHEQUE SEM PROVISÃO | ||
| Nº do Documento: | RL199203180273373 | ||
| Data do Acordão: | 03/18/1992 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REC PENAL. | ||
| Decisão: | NEGADO PROVIMENTO. | ||
| Área Temática: | DIR CRIM - CRIM C/PATRIMÓNIO. DIR PROC PENAL. | ||
| Legislação Nacional: | CP82 ART313. D 13004 DE 1927/01/12 ART23 ART24. DL 400/82 DE 1982/09/23 ART5. | ||
| Sumário: | I - O arguido informou, falsamente, o banco sacado de que o cheque, que emitira a favor do tomador, fora extraviado. Daí que, aquando da sua apresentação a pagamento pelo queixoso, o banco lhe apusesse no verso o carimbo de "extraviado" e não verificasse se o mesmo teria provisão: - esta conduta não preenche o tipo legal de crime de emissão de cheque sem provisão, descrito no art. 24, n. 1 (redacção do art. 5 Decreto-Lei n. 400/82, de 23/09, Decreto n. 13004, de 12/o1/1927. II - Do mesmo modo, não integra o crime de burla, descrito no art. 313 do Código Penal, pois o logro é posterior à data da emissão do cheque. A astúcia, o erro ou o engano sobre o facto do "extravio" não incidiu senão, directamente, sobre o sacado, embora "indirecte" isso se reflectisse no património do tomador do cheque. Nem a sua conduta posterior determinou o queixoso à prática de actos que lhe causassem prejuízo. | ||