Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa | |||
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| Nº Convencional: | JTRL00010957 | ||
| Relator: | RODRIGUES CODEÇO | ||
| Descritores: | ACÇÃO DE DESPEJO LEGITIMIDADE SENHORIO QUESTIONÁRIO RESPOSTAS AOS QUESITOS ARRENDAMENTO URBANO ARRENDAMENTO PARA COMÉRCIO OU INDÚSTRIA RESOLUÇÃO DO CONTRATO SUBLOCAÇÃO CESSÃO DE POSIÇÃO CONTRATUAL COMODATO TRESPASSE ESTABELECIMENTO COMERCIAL | ||
| Nº do Documento: | RL199110240045421 | ||
| Data do Acordão: | 10/24/1991 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | APELAÇÃO. | ||
| Decisão: | CONFIRMADA A DECISÃO. | ||
| Indicações Eventuais: | E DE ABREU IN ROA 1984 V1 PAG100. GALVÃO TELES IN DIR ANO68 PAG38. PINTO FURTADO CURSO DE DIREITO DE ARRENDAMENTOS VINCULISTICOS PAG376. | ||
| Área Temática: | DIR PROC CIV. DIR CIV - DIR CONTRAT. | ||
| Legislação Nacional: | CPC67 ART26 ART511 N1. | ||
| Jurisprudência Nacional: | AC RP DE 1981/05/12 IN CJ T3 PAG124. AC RP DE 1977/11/09 IN CJ T5 PAG1211. AC RC DE 1981/07/28 IN CJ T4 PAG25. AC RL DE 1979/03/27 IN CJ T2 PAG607. AC RP DE 1980/06/06 IN CJ T3 PAG94. AC RC DE 1981/07/28 IN CJ T4 PAG25. AC STJ DE 1963/03/12 IN BMJ N125 PAG384. AC STJ DE 1970/02/24 IN BMJ N194 PAG215. AC RL DE 1983/10/25 IN CJ T4 PAG143. AC STJ DE 1986/12/04 IN BMJ N362 PAG526. AC RP DE 1990/09/20 IN CJ T4 PAG211. AC RL DE 1985/01/09 IN CJ T1 PAG137. | ||
| Sumário: | É parte legítima, do lado activo, na acção de despejo, quem celebrou o contrato, como senhorio, ou quem a ele sucedeu. Não é necessária a alegação e a prova de se ser proprietário do locado. É lícito, nas respostas aos quesitos, restringi-las ou explicá-las, desde que tal se mantenha no âmbito da matéria articulada. O apuramento da diferenciação entre a actividade desenvolvida por uma pessoa em nome pessoal ou como sócia de uma empresa faz-se à margem de qualquer interpretação ou aplicação da lei, uma vez que o acento tónico está na qualidade em que se age. Da conjugação com o disposto nas als. g) e f) do art. 1038 do CC, resulta que o fundamento da resolução do contrato de arrendamento previsto na al. f) do n. 1 do art. 1093 do CC não é a simples cedência do gozo da coisa, exigindo-se que ela se opere por sublocação, comodato ou cessão da posição contratual. Para se poder falar em trespasse é essencial que se transmita o estabelecimento comercial como universalidade de direito. Objecto de negociação no trespasse é, assim, o estabelecimento, na sua totalidade ou só em parte (com alguns dos seus elementos constitutivos a não serem alvo da negociação). | ||