Acórdão do Tribunal da Relação de Coimbra | |||
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| Nº Convencional: | JTRC5167 | ||
| Relator: | FERREIRA DINIZ | ||
| Descritores: | ACUSAÇÃO MANIFESTAMENTE INFUNDADA CONTRA-ORDENAÇÃO CONDUÇÃO AUTOMÓVEL | ||
| Data do Acordão: | 12/13/2000 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Meio Processual: | . | ||
| Área Temática: | PROCESSO PENAL | ||
| Legislação Nacional: | ARTº 311º Nº2 AL. A) E Nº3 AL. D) DO C.P.PENAL; ARTº 150º Nº1 E 2 AL. A) E 151º DO C. ESTRADA APROVADO PELO D.L. 114/94 DE 3.5 A QUE CORRESPONDEM OS ARTºS 148º Nº1 E 2 AL. A) E 149º DO C.ESTRADA APÓS A ALTERAÇÃO DECORRENTE DO D.L. 2/98 DE 3.1. | ||
| Sumário: | I - É de rejeitar, por manifestamente infundada, nos termos do artº 311º nº2 al. a) e nº3 al. d) do C.P.P.enal, a acusação deduzida contra o arguido, imputando-lhe a prática de três contra-ordenações muito graves, em menos de um ano, no exercício de condução e requerendo que o Tribunal determine a cassação da carta de condução e a interdição da concessão de nova carta. II - Tendo o arguido praticado as três contra-ordenações que, embora consideradas muito graves, o foram em 20.7.97, 22.12.97 e 8.1.98 pelas quais foi condenado e as respectivas decisões transitadas em julgado, não é viável, volvidos mais de dois anos sobre a última condenação e sem qualquer ligação a uma factualidade típicamente classificada de ilícito contra-ordenacional, aplicar uma medida de segurança retroactiva que não foi oportunamente requerida, o que afrontaria o princípio da não retroactividade das leis penais. | ||
| Decisão Texto Integral: | N |