Acórdão do Tribunal da Relação de Coimbra | |||
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| Nº Convencional: | JTRC16/2 | ||
| Relator: | GARCIA CALEJO | ||
| Descritores: | ÓNUS DE IMPUGNAÇÃO ESPECIFICADA EM PROCESSO DE EXECUÇÃO | ||
| Data do Acordão: | 04/20/1999 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Meio Processual: | APELAÇÃO | ||
| Legislação Nacional: | ARTº 490º Nº 1 E 2 DO C. P. CIVIL. | ||
| Sumário: | I.Uma petição de embargos de executado, processualmente traduz-se numa contestação à petição de uma acção executiva. Por sua vez a contestação do exequente, terá nos embar-gos do executado, a função de réplica no processo de declaração. II.Em paralelismo com o processo de declaração, a omissão da contestação do exe-quente, tem como consequência a admissão dos factos alegados na petição de embargos, mas só em relação aos factos que ultrapassaram a mera oposição aos factos alegados na petição inicial da execução. Tal admissão de factos, só pode pois funcionar em relação a factos novos alegados na petição de embargos. Isto em virtude do ónus de impugnação es-pecificada a que alude o artº 490º nº 1 do mesmo diploma legal. Mesmo em relação aos factos novos salientados, a sua não impugnação expressa, não os faz ter imediatamente como assentes pois, nos termos do nº 2 do mesmo artigo, a declaração sobre o desconheci-mento da realidade de um facto, equivale a impugnação, sempre que esse facto não seja pessoal do declarante ou dele deva o contestante ter dele conhecimento. | ||
| Decisão Texto Integral: |