Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça | |||
| Processo: |
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| Nº Convencional: | JSTJ00035152 | ||
| Relator: | NUNES DA CRUZ | ||
| Descritores: | CONSTITUCIONALIDADE DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO PRINCÍPIO DA LIVRE APRECIAÇÃO DA PROVA CONTESTAÇÃO FACTOS ESSENCIAIS EXPULSÃO DE ESTRANGEIRO PENA ACESSÓRIA | ||
| Nº do Documento: | SJ199801200010873 | ||
| Data do Acordão: | 01/20/1998 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Referência de Publicação: | BMJ N473 ANO1998 PAG91 | ||
| Tribunal Recurso: | T CIRC FUNCHAL | ||
| Processo no Tribunal Recurso: | 10/97 | ||
| Data: | 04/29/1997 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REC PENAL. | ||
| Decisão: | PROVIDO PARCIAL. | ||
| Indicações Eventuais: | M GONÇALVES IN CPP ANOTADO 7ED PAG262. F DIAS IN DIR PROC PENAL VOL I PAG203. | ||
| Área Temática: | DIR CRIM - TEORIA GERAL / CRIM C/SOCIEDADE. DIR PROC PENAL - RECURSOS. DIR INT PUBL - DIR HOMEM. | ||
| Legislação Nacional: | |||
| Referências Internacionais: | CONV EUR DIR HOMEM ART8. | ||
| Jurisprudência Nacional: | |||
| Sumário : | I - Não são inconstitucionais os artigos 127 e 433 do C.P.Penal: este, porque a lei fundamental não garante o duplo grau de jurisdição em matéria de facto; aquele, porque a liberdade de apreciação da prova tem limites, como o de fundamentar a convicção e o da censura aos vícios da sentença. II - O tribunal não está obrigado a considerar todos os factos alegados na contestação; só os que tenham interesse para a decisão da causa. III - A explusão de estrangeiro não é automática; antes deve pautar-se por critérios de necessidade e de proporcionalidade, respeitando-se o justo equilíbrio entre o direito da pessoa a expulsar e a protecção da ordem pública e a prevenção geral. | ||