Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça | |||
| Processo: |
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| Nº Convencional: | JSTJ00025277 | ||
| Relator: | MANSO PRETO | ||
| Descritores: | PROCESSO DE AUSENTES JULGAMENTO SEM A PRESENÇA DO RÉU CONSTITUCIONALIDADE CO-AUTORIA ASSOCIAÇÃO TERRORISTA CONCURSO DE INFRACÇÕES | ||
| Nº do Documento: | SJ198911100401303 | ||
| Data do Acordão: | 11/10/1989 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REC PENAL. | ||
| Decisão: | NEGADO PROVIMENTO. | ||
| Área Temática: | DIR CRIM - TEORIA GERAL / CRIM C/SOCIEDADE. DIR CONST - DIR FUND. DIR PROC PENAL - RECURSOS. | ||
| Legislação Nacional: | |||
| Jurisprudência Nacional: | |||
| Sumário : | I - O artigo 576 do Código de Processo Penal de 1929 não é inconstitucional, interpretado no sentido de o tribunal deixar, no segundo julgamento, renovar a prova feita no primeiro, sempre que isso se mostre necessário ao exercício do contraditório. II - A co-autoria num crime supõe subjectivamente um acordo comum dos comparticipantes em executarem os respectivos factos e objectivamente a intervenção de cada um deles em tal execução. Em suma: uma divisão de trabalho, consciente e acordada, no sentido de tornar realidade o facto, por forma mais fácil e segura. III - Tanto a doutrina como a jurisprudência sustentam que o crime de associação terrorista não consome os que, em nome dela, vierem a ser praticados. São distintos os bens jurídicos tutelados: acolá a paz pública, aqui o específico da infracção, como a vida no homicídio e a vida e o património no roubo. | ||