Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça | |||
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| Nº Convencional: | JSTJ00007566 | ||
| Relator: | JOSE MAGALHÃES | ||
| Descritores: | DIREITO À INDEMNIZAÇÃO PRAZO PRESCRIÇÃO REGIME CONCRETAMENTE MAIS FAVORÁVEL APLICAÇÃO DA LEI NO TEMPO INÍCIO DA PRESCRIÇÃO RESPONSABILIDADE CIVIL | ||
| Nº do Documento: | SJ199205070815253 | ||
| Data do Acordão: | 05/07/1992 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recurso: | T REL PORTO | ||
| Processo no Tribunal Recurso: | 25686 | ||
| Data: | 03/21/1991 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REVISTA. | ||
| Decisão: | NEGADA A REVISTA. | ||
| Área Temática: | DIR CIV - DIR RESP CIV. | ||
| Legislação Nacional: | |||
| Jurisprudência Nacional: | |||
| Sumário : | I - O prazo de prescrição do direito à indemnização, segundo o n. 1 do artigo 498 do Código Civil é de 3 anos para o caso de o facto constituir crime para o qual a lei estabeleça prescrição sujeita a um prazo maior, fazendo-se coincidir o prazo de prescrição de indemnização com o do procedimento criminal. II - No Código Penal de 1886, o prazo de prescrição do crime de ofensas corporais simples era de 5 anos, no actual é de 2 anos; assim segundo o artigo 2 n. 4 do actual Código Penal (1982), deve este ser aplicado por constituir regime mais favorável ao arguido, aqui réu. III - Como, enquanto o processo crime esteve pendente não se podia instaurar acção civil destinada a fazer valer o direito à indemnização, é de concluir que o prazo prescrito não para fazer valer aquele mesmo direito só começa a contar a partir da notificação ao interessado do despacho que mandou que o processo crime ficasse a aguardar a produção de melhor prova. | ||