Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça | |||
| Processo: |
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| Nº Convencional: | JSTJ00020323 | ||
| Relator: | SANTOS SILVEIRA | ||
| Descritores: | EXECUÇÃO EMBARGOS DE EXECUTADO LEGITIMIDADE PASSIVA LITISCONSÓRCIO | ||
| Nº do Documento: | SJ198306010708482 | ||
| Data do Acordão: | 06/01/1983 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REVISTA. | ||
| Decisão: | NEGADA A REVISTA. | ||
| Área Temática: | DIR PROC CIV - PROC EXEC. | ||
| Legislação Nacional: | |||
| Jurisprudência Nacional: | |||
| Sumário : | I - No que toca à legitimidade a defesa que seria admissível na instância declaratória, antes de proferida a sentença condenatória, com força de caso julgado, não pode ser suscitada na oposição à demanda executiva com base nos artigos 18 e 19 do Código de Processo Civil. II - Sem se contestar que no citado artigo 19 se prevê um litisconsórcio necessário passivo, não é de sufragar o recurso aos artigos 18 e 19, quando se cuide de demanda executiva, e a legitimidade, quer activa, quer passiva, determina-se, na execução pelo título exequível. III - Assim, se apenas o executado figura na sentença condenatória, a sua legitimidade é manifesta à luz do artigo 55 n. 1 do Código de Processo Civil, disposição específica para as acções executivas, sem poder falar-se de preterição de litisconsórcio necessário e de absolvição da instância. IV - De resto, se a execução se funda em sentença; se a lei regula de modo especial a legitimidade das partes, na instância executiva, com estrutura distinta e autónoma; se a questão da excepção devia ter sido levantada na demanda declaratória; se o cotejo dos artigos 813 e 815 do Código de Processo Civil revelam bem o respeito pelo que se decidiu na sentença condenatória; e se o despacho saneador com trânsito em julgado tem de ser acatado, não obstante a apreciação genérica da legitimidade das partes, é claro que não pode proceder a dedução da ilegitimidade na fase executiva, mesmo que nos embargos de executado com base nos artigos 18 e 19 citados e no litisconsórcio que daí resulta que na sentença executada apenas foi condenado o cônjuge embargante. | ||