Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça | |||
| Processo: |
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| Nº Convencional: | JSTJ00038811 | ||
| Relator: | SOUSA DINIS | ||
| Descritores: | SIMULAÇÃO REQUISITOS INTERPOSIÇÃO FICTÍCIA DE PESSOAS ÓNUS DA PROVA | ||
| Nº do Documento: | SJ199909230005382 | ||
| Data do Acordão: | 09/23/1999 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recurso: | T REL PORTO | ||
| Processo no Tribunal Recurso: | 1113/98 | ||
| Data: | 12/04/1998 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REVISTA. | ||
| Decisão: | NEGADA A REVISTA. | ||
| Área Temática: | DIR CIV - TEORIA GERAL / DIR OBG / DIR CONTRAT. | ||
| Legislação Nacional: | CCIV66 ARTIGO 240 N1 ARTIGO 241 N1 N2 ARTIGO 342 N1 ARTIGO 410 N3 ARTIGO 473 N1 N2. | ||
| Jurisprudência Nacional: | ACÓRDÃO STJ DE 1996/06/04 IN CJSTJ TOMO2 PAG102. ASSENTO STJ DE 1994/06/28 IN DR IS DE 1994/10/12. ASSENTO STJ DE 1995/02/01 IN DR IS DE 1995/04/22. | ||
| Sumário : | I - Para que a simulação de um contrato-promessa de compra e venda de bem imóvel surta eficácia invalidante torna-se necessário que o acordo ou pacto simulatório tenha existido entre todos os intervenientes (promitentes compradores e promitentes vendedores), prova que impenderá sobre o autor da acção "ex - vi" do n. 1 do art. 342 do CCIV. II - Idêntica necessidade se verificar relativamente à interposição fictícia de pessoas (simulação subjectiva como modalidade de simulação relativa), pelo que se o pacto simulatório tiver apenas como sujeitos a pessoa real e a pessoa fictícia deixando de fora o outro interveniente no negócio, não se pode sequer falar de "pacto". III - Não pode considerar-se existente a simulação com base em simples indícios não confirmados pela decisão da matéria de facto. IV - Afastada a existência de simulação relativa torna-se despiciendo apreciar a validade formal do contrato dissimulado, cuja nulidade, de resto, não pode se invocada por terceiro relativamente ao contrato prometido. V - Se a obrigação de restituir se basear na pretensa nulidade de um contrato-promessa por simulação, não se pode falar de falta de "causa" para fins de desencadeamento da acção por enriquecimento sem causa. | ||
| Decisão Texto Integral: |