Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça | |||
| Processo: |
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| Nº Convencional: | JSTJ00018879 | ||
| Relator: | RAUL MATEUS | ||
| Descritores: | CONFISSÃO FORÇA PROBATÓRIA CONFIRMAÇÃO DO NEGÓCIO CONTRATO-PROMESSA DE COMPRA E VENDA NULIDADE DO CONTRATO RESOLUÇÃO DO CONTRATO EFEITOS RESTITUIÇÃO DO SINAL PRINCÍPIO NOMINALISTA FRUTOS CIVIS ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA | ||
| Nº do Documento: | SJ199305260835972 | ||
| Data do Acordão: | 05/26/1993 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recurso: | T REL LISBOA | ||
| Processo no Tribunal Recurso: | 3065 | ||
| Data: | 09/24/1992 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REVISTA. | ||
| Decisão: | CONCEDIDA PARCIALMENTE A REVISTA. | ||
| Área Temática: | DIR CIV - TEORIA GERAL / DIR OBG / DIR CONTRAT. | ||
| Legislação Nacional: | |||
| Jurisprudência Nacional: | |||
| Sumário : | I - Não tendo a confissão constante de determinado documento sido dirigida a alguém em particular, não pode ela ter força probatória plena. II - Não tem sentido a invocação da confirmação de um contrato, se este é nulo, e não anulável; ou se é válido e não sofre de vício que implique a sua anulabilidade. III - O contrato-promessa inválido por vício de forma e o contrato-promessa válido que, por impossibilidade do cumprimento, sem culpa de qualquer das partes, ficou sujeito ao regime de resolução previsto nos artigos 432 a 436 do Código Civil participam do regime do artigo 289-1 do mesmo código. IV - O princípio do enriquecimento sem causa é subsidiário, não funcionando quando a lei faculta ao empobrecido outros meios de se indemnizar ao ser restituído, no entanto, o instituto não tem que ser chamado à colação unicamente se inexistir outro meio de indemnizar ou restituir o empobrecido, mas ainda se esse outro meio se configurar como insuficiente. V - Sendo uma pura obrigação pecuniária, e não uma dívida de valor , a de restituir o sinal recebido, vale para ela, e de pleno, o princípio nominalista. VI - O estipulado no artigo 1270 n. 1 do Código Civil é aplicável por analogia ao caso de, em contrato-promessa de compra e venda, se houver convencionado que as rendas dos imóveis que foram objecto passavam a ser recebidas pelo promitente comprador. VII - Sendo o contrato nulo e não tendo o promitente vendedor provado que o promitente comprador estivesse de boa fé, ou seja na ignorância do vício da forma que o ignorava, a aplicação daquela norma por analogia não é, no entanto, possível, por ausência de situação paralela. VIII - Sendo o contrato válido e verificando-se o seu incumprimento definitivo, não atribuído a culpa de qualquer das partes, é legítima a referida aplicação, não tendo, por isso, o promitente comprador que restituir as rendas recebidas. | ||