Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça
Processo:
086781
Nº Convencional: JSTJ00028135
Relator: FERNANDES MAGALHÃES
Descritores: CONTRATO-PROMESSA DE COMPRA E VENDA
TERRENO PARA CONSTRUÇÃO
RECURSO
QUESTÃO NOVA
ALVARÁ
NULIDADE DO CONTRATO
MATÉRIA DE DIREITO
MATÉRIA DE FACTO
VONTADE DOS CONTRAENTES
INCUMPRIMENTO DO CONTRATO
BOA-FÉ
FACTO NOVO
Nº do Documento: SJ199510030867811
Data do Acordão: 10/03/1995
Votação: UNANIMIDADE
Tribunal Recurso: T REL PORTO
Processo no Tribunal Recurso: 1384/93
Data: 09/19/1994
Texto Integral: N
Privacidade: 1
Meio Processual: REVISTA.
Decisão: NEGADA A REVISTA.
Indicações Eventuais: V SERRA IN RLJ ANO104 PAG9.
RODRIGUES BASTOS IN CPC VOLIII PAG352.
Área Temática: DIR CIV - DIR OBG / TEORIA GERAL.
DIR PROC CIV - RECURSOS.
Legislação Nacional:
Jurisprudência Nacional:
Sumário : I - Os recursos não visam apreciar questões não decididas pelo tribunal "a quo".
II - A arguição da nulidade do contrato promessa de compra e venda por ele ter por objecto a realização de um contrato de compra e venda de um lote de terreno para construção não titulado por alvará, não significa, porém, uma impossibilidade originária do objecto do contrato, e só esta produz nulidade do mesmo contrato.
III - É matéria de facto a indagação da vontade real do declarante, e matéria de direito a interpretação efectuada segundo os critérios dos artigos 236 a 238 do C.CIV.
IV - Se o prazo fixado num contrato-promessa para a celebração de escritura de compra e venda não era essencial ou necessário, ultrapassado aquele período de tempo não se segue automaticamente o direito do promitente vendedor a resolver o contrato.
V - A ausência dos promitentes vendedores no cartório notarial que não foi justificada equivale a incumprimento culposo do contrato por sua parte, nos termos do artigo 799, n. 1 do C.CIV.
VI - Um dos princípios que perpassa o direito civil é o da boa fé que, objectivamente, ou como regra de conduta, consiste num procedimento correcto e leal com a outra parte, designadamente no cumprimento de obrigações, como se expressa o n. 2 do artigo 762 do C.CIV.