Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça | |||
| Processo: |
| ||
| Nº Convencional: | JSTJ00029094 | ||
| Relator: | NASCIMENTO COSTA | ||
| Descritores: | CONTRATO-PROMESSA DE COMPRA E VENDA NULIDADE DO CONTRATO FALTA DE ASSINATURA COMPROPRIEDADE ARGUIÇÃO DE NULIDADES ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA RECURSO NULIDADE DE ACÓRDÃO OMISSÃO DE PRONÚNCIA | ||
| Nº do Documento: | SJ199512070879622 | ||
| Data do Acordão: | 12/07/1995 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recurso: | T REL LISBOA | ||
| Processo no Tribunal Recurso: | 4503/91 | ||
| Data: | 05/05/1992 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REVISTA. | ||
| Decisão: | CONCEDIDA A REVISTA. | ||
| Indicações Eventuais: | M CORDEIRO CJ ANOXII T2 PAG7. V SERRA RLJ ANO115 PAG208. L XAVIER IN RDES ANOXXVII PAG24. V RAPOSO IN BFDC LXIII PAG183. | ||
| Área Temática: | DIR CIV - DIR CONTRAT. DIR TRIB - ASSIST JUD. | ||
| Legislação Nacional: | |||
| Jurisprudência Nacional: | |||
| Sumário : | I - O artigo 39 do Decreto-Lei 387-B/87, de 29 de Dezembro, tem sido e continua a ser interpretado no sentido de que nos processos de assistência judiciária só há recurso a um grau de jurisdição e, por isso, no caso dos autos do acórdão da Relação que apreciou sentença da 1. instância, não há recurso para o Supremo Tribunal de Justiça, pelo que não é de conhecer o aqui interposto. II - Não é objecto do recurso de revista o erro na apreciação das provas e fixação dos factos materiais da causa, a menos que se verifiquem as hipóteses da parte final do n. 2 do artigo 722 do Código de Processo Civil, que não é o caso dos autos. III - Não se comete a nulidade de omissão de pronúncia, quando o tribunal diz não conhecer da questão por o seu conhecimento estar prejudicado por outra decisão, o que lhe é facultado - artigo 660, n. 2 do Código de Processo Civil. IV - No tocante ao artigo 410 do Código Civil e quanto ao contrato promessa de compra e venda, no tocante à nulidade do mesmo, não é aplicável o disposto no Decreto-Lei 379/86, de 11 de Novembro, mas o Decreto-Lei 236/80, de 18 de Julho. V - E nos termos do n. 3 desse artigo 410 não é invocável pelo promitente vendedor, a menos no caso de ter sido o promitente comprador que deu causa às omissões, sobrepondo-se ao estipulado no seu n. 2, pelo que os Autores, promitentes vendedores não podem aqui arguir a nulidade do contrato promessa e pedir a restituição da fracção em causa, em poder dos promitentes compradores, por falta de assinaturas de alguns deles. | ||