Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça
Processo:
038977
Nº Convencional: JSTJ00012542
Relator: JOSE SARAIVA
Descritores: HOMICIDIO QUALIFICADO
ROUBO
CONSTITUCIONALIDADE
MEDIDA DA PENA
Nº do Documento: SJ198706250389773
Data do Acordão: 06/25/1987
Votação: UNANIMIDADE
Texto Integral: N
Privacidade: 1
Meio Processual: REC PENAL.
Decisão: NEGADO PROVIMENTO.
Área Temática: DIR CRIM - CRIM C/PESSOAS / CRIM C/PATRIMONIO.
Legislação Nacional:
Sumário : I - O artigo 422 paragrafos 3 e 4 do Codigo de Processo Penal de 1929 não pode deixar de considerar-se aplicavel aos declarantes designadamente aos co-reus, porque o estatuto destes e semelhante ao das testemunhas e isso resulta do disposto no artigo 461 do Codigo de Processo Penal.
II - O artigo 439 declarado inconstitucional preve o caso da leitura de depoimento de testemunhas, mesmo que não estejam impedidas de comparecer, o que não e a mesma coisa, que se dispõe na disposição do artigo 422 paragrafo preve a leitura de depoimento de testemunha que tenha falecido ou esteja absolutamente impossibilitada de comparecer.
III - Não foi, assim, violado o direito de defesa do recorrente consignado no artigo 32 da Constituição, ao admitir-se a leitura em julgamento das declarações do co-reu ausente.
IV - A materia de facto dada como provada pelas instancias, que o Supremo Tribunal de Justiça tem de aceitar, contem os elementos constitutivos dos crimes de homicidio qualificado e de roubo por que o recorrente foi condenado.
V - Não beneficia, ele, de atenuantes e concorrem as agravantes de duas pessoas, noite que foi procurada, uso de viatura motorizada para facilitar a fuga e de arma de fogo. Foi intenso o dolo na forma directa e elevado o grau de ilicitude, e tudo isso exige severidade da pena, sendo a aplicada nas instancias a adequada - 19 anos de prisão em cumulo juridico.