Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça | |||
| Processo: |
| ||
| Nº Convencional: | JSTJ00027623 | ||
| Relator: | SOUSA INES | ||
| Descritores: | REIVINDICAÇÃO CONTRATO-PROMESSA DE COMPRA E VENDA INCUMPRIMENTO DO CONTRATO LEI APLICÁVEL NULIDADE DE ACÓRDÃO QUESTÃO NOVA ABUSO DE DIREITO | ||
| Nº do Documento: | SJ199506220838692 | ||
| Data do Acordão: | 06/22/1995 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recurso: | T REL LISBOA | ||
| Processo no Tribunal Recurso: | 4476 | ||
| Data: | 11/19/1992 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REVISTA. | ||
| Decisão: | NEGADA A REVISTA. | ||
| Área Temática: | DIR CIV - DIR REAIS / DIR CONTRAT. DIR PROC CIV. | ||
| Legislação Nacional: | |||
| Sumário : | I - O Decreto-Lei 236/80, de 18 de Julho que alterou o artigo 442 do C.C. só se aplica aos contratos cujo o incumprimento do contrato-promessa se verificou na sua vigência. II - Ora, os promitentes vendedores comunicaram ao Réu a sua disposição de não cumprirem o contrato, sujeitando-se à respectiva sanção, declaração feita de modo claro, sério, decidido e seguro, equivale a incumprimento do contrato, o que se verificou antes da entrada em vigor desse Decreto-Lei, pelo que a lei aplicável é o artigo 442 do CCIV, na sua primitiva redacção. III - Não se verifica a nulidade do acórdão, por omissão de pronúncia, pois embora na 1. instância se tenha cometido esta omissão, no tocante ao alegado abuso de direito, a Relação anulou a decisão e conheceu dessa nulidade e, por conseguinte, desse invocado abuso de direito que decidiu não existir, assim ficando sanada a nulidade. IV - O facto de os promitentes vendedores receberem determinadas quantias a título de Juros, isso se revela insusceptível de os impedir de resolver o contrato, à luz da regra do abuso de direito, por tais quantias representarem a compensação para os Autores pelo facto de se encontrarem despojados da detenção da parte do prédio sem ainda receberem o resto do preço dos Réus, não merecendo censura a conduta dos Autores, e o mesmo se diga da perda por parte dos Réus da própria habitação, por não serem os Autores sujeitos passivos de direito dos Réus a habitação, sendo o contrato que não confere aos Réus direito a habitarem indefinidamente o prédio, não se verificando as exigências do artigo 334 do C.C. V - Quanto ao invocado direito de retenção, trata-se de uma questão nova, de que o Supremo Tribunal não pode conhecer, pois o tribunal de recurso só pode conhecer de questões apreciadas e decididas no tribunal recorrido, a menos que seja do conhecimento oficioso, que não é o caso. | ||