Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça | |||
| Processo: |
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| Nº Convencional: | JSTJ00021272 | ||
| Relator: | GELASIO ROCHA | ||
| Descritores: | DESCONTO BANCÁRIO LITIGÂNCIA DE MÁ FÉ MÁ FÉ | ||
| Nº do Documento: | SJ199411030855601 | ||
| Data do Acordão: | 11/03/1994 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recurso: | T REL LISBOA | ||
| Processo no Tribunal Recurso: | 6602/92 | ||
| Data: | 12/02/1993 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REVISTA. | ||
| Decisão: | NEGADA A REVISTA. | ||
| Área Temática: | DIR CIV - DIR OBG. DIR ECON - DIR BANC. DIR PROC CIV. | ||
| Legislação Nacional: | |||
| Jurisprudência Nacional: | |||
| Sumário : | I - O contrato de desconto bancário consubstancia-se em um contrato misto, de mútuo retribuído e de "datio pro solvendo", por força do qual um Banco (descontador) adianta ao portador de uma letra (ou livrança), o descontário, ainda não vencido, uma quantia equivalente ao valor indicado no título (reduzido do da taxa de juro e outros encargos), endossando o decontário o respectivo título ao Banco. II - Em tal contrato é imperioso que o benefício do desconto se traduza numa entrada efectiva de numerário no património do descontário, em termos de este o poder usufruír. III - Como tal, não pode entender-se que o capital objecto do desconto se traduza numa entrada efectiva de numerário colocado à disposição de terceiros e creditado nas contas respectivas, a menos que possa concluir-se que descontador e descontário concordaram nesse sentido. IV - Nada se tendo provado no sentido de tal acordo, tendo o Banco posto o capital a crédito de terceiros e tendo vindo depois a accionar o descontário, importa concluir que, ao accioná-lo, o Banco agiu com a consciência de não ter razão, litigando de má fé. | ||