Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça | |||
| Processo: |
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| Nº Convencional: | JSTJ00021968 | ||
| Relator: | CORREIA DE SOUSA | ||
| Descritores: | CONCORRÊNCIA DESLEAL MARCAS IMITAÇÃO MÁ FÉ REGISTO COMERCIAL CADUCIDADE ANULAÇÃO PODERES DO SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA MATÉRIA DE FACTO MATÉRIA DE DIREITO EFEITOS | ||
| Nº do Documento: | SJ199402010829291 | ||
| Data do Acordão: | 02/01/1994 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recurso: | T REL LISBOA | ||
| Processo no Tribunal Recurso: | 5029/91 | ||
| Data: | 02/13/1992 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REVISTA. | ||
| Decisão: | CONCEDIDA PARCIALMENTE A REVISTA. NEGADA A REVISTA. | ||
| Indicações Eventuais: | J G PINTO COELHO LIÇÕES DE DIR COM VOLI PAG409 PAG380. F CORREIA LIÇÕES DE DIR COM VOLI PAG351 PAG353-354 PAG338-339. JUSTINO CRUZ | ||
| Área Temática: | DIR COM - MAR PATENT / REGISTOS. DIR PROC CIV - RECURSOS. | ||
| Legislação Nacional: | |||
| Jurisprudência Nacional: | |||
| Sumário : | I - O registo de marcas pode ser recusado no caso de se reconhecer que o requerente pretende fazer concorrência desleal ou que esta é possivel independentemente da sua intenção - artigo 187, n. 4 do Código da Propriedade Industrial. II - O conceito jurídico de imitação de marca pressupõe a existência de semelhanças entre as duas marcas (matéria de facto), sendo essa semelhança qualificada de tal maneira que possa induzir facilmente o consumidor normal a comfundi-las, ou a não poder distingui-las senão depois de exame atento ou confronto (matéria de direito). III - Para que o Supremo Tribunal de Justiça se possa pronunciar sobre a imitação, ainda, que parcial, das marcas, necessário será que as instâncias se tenham pronunciado sobre a existência de semelhanças entre essas marcas. IV - Os fundamentos de anulação dos registos de marcas estão indicados taxativamente no artigo 122 do referido Código, e deles não consta a má fé. V - Por isso, a má fé não é fundamento autónomo de anulação do registo de marca. VI - Na nossa Lei o registo de marca tem efeito constitutivo. VII - Resulta deste efeito constitutivo que, em princípio, só goza de protecção legal a marca registada. VIII - A matéria de facto não pode ser alterada pelo Supremo Tribunal de Justiça, nos termos dos artigos 729, n. 2 e 722, n. 2 do Código de Processo Civil. | ||