Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça | |||
| Processo: |
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| Nº Convencional: | JSTJ00027314 | ||
| Relator: | JOAQUIM DE MATOS | ||
| Descritores: | TRIBUNAL ARBITRAL COMPETÊNCIA ARGUIÇÃO PRAZO DEFESA APRESENTAÇÃO EXTEMPORANEIDADE RECURSO ALEGAÇÕES QUESTÃO NOVA EXCESSO DE PRONÚNCIA FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO NULIDADE ACLARAÇÃO EMPREITADA | ||
| Nº do Documento: | SJ199505110863422 | ||
| Data do Acordão: | 05/11/1995 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recurso: | T REL LISBOA | ||
| Processo no Tribunal Recurso: | 2187 | ||
| Data: | 06/09/1994 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REVISTA. | ||
| Decisão: | NEGADA A REVISTA. | ||
| Indicações Eventuais: | A REIS ANOT VOLV PAG139. R BASTOS NOTAS 1972 VOLIII PAG246. A VARELA MANUAL 1984 PAG669. | ||
| Área Temática: | DIR CIV - DIR CONTRAT. DIR PROC CIV. | ||
| Legislação Nacional: | |||
| Jurisprudência Nacional: | |||
| Sumário : | I - A incompetência do tribunal arbitral, além de ser uma questão nova, quando só levantada nas alegações, é também extemporânea, se, segundo se dispõe no artigo 21, n. 3, da Lei 31/86, de 29 de Agosto, não é arguida até à apresentação da defesa quanto ao fundo da causa, juntamente com esta. II - Das transcrições do compromisso arbitral, dado que foi autorizado o julgamento segundo a equidade, procurando-se a justiça do caso concreto e não a geral e abstracta, o tribunal arbitral não excedeu os poderes do seu conhecimento, tendo feito uma "leitura" conducente à que os árbitros lhe deram, não havendo excesso de pronúncia. III - Para que se verifique a nulidade por falta de fundamentação, torna-se necessário que esta falte em absoluto, não bastando que seja deficiente, incompleta, imperfeita, errada, insuficiente. IV - O despacho de aclaração não viola o artigo 666, n. 1 do Código de Processo Civil, ao julgar a questão dos juros, quando a situação que surge após a prolação da decisão arbitral se integra perfeitamente no estatuído no n. 2 desse artigo, vindo as partes reclamar contra a omissão do acórdão no tocante a juros pedidos, e a sua fundamentação, embora não perfeita, não falte em absoluto. V - O facto de o acórdão arbitral ter vencimento com o voto do presidente e do árbitro agora recorrente, e o despacho de aclaração com o voto do presidente e do árbitro dos recorridos, nada tem de anómalo, não havendo qualquer contradição, ambas as maiorias se tendo formado coerente e ligitimamente. | ||