Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça | |||
| Processo: |
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| Nº Convencional: | JSTJ00035787 | ||
| Relator: | MACHADO SOARES | ||
| Descritores: | RECURSO QUESTÃO NOVA MARCAS INVALIDADE IMITAÇÃO | ||
| Nº do Documento: | SJ199902030010931 | ||
| Data do Acordão: | 02/03/1999 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recurso: | T REL LISBOA | ||
| Processo no Tribunal Recurso: | 1029/98 | ||
| Data: | 04/28/1998 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REVISTA. | ||
| Decisão: | NEGADA A REVISTA. | ||
| Área Temática: | DIR PROC CIV - RECURSOS. DIR COM - MAR PATENT. | ||
| Legislação Nacional: | |||
| Sumário : | I - Visando os recursos apreciar e modificar decisões já tomadas, e não recriá-las sobre matérias novas, não pode o tribunal de recurso conhecer de questões que não tenham sido colocadas anteriormente no percurso impugnatório. II - A eventual declaração de invalidade de uma marca registada só poderá ser feita em acção de anulação visando esse fim, e não através de mera alegação de recurso inserida noutro processo. III - A marca que deve ser considerada imitada é a que está registada, e não aquela cujo registo se pretende. IV - Na averiguação de imitação, mais do que a enunciação de critérios distintivos de base científica duvidosa, cuja falibilidade resulta sempre que se pretende avançar na sua generalização indiscriminada, o que importa são as possibilidades de erro ou confusão para o consumidor médio, uma vez que é este que justifica o mecanismo de protecção. Por isso, na dilucidação desta problemática, haverá sempre que apelar, em larga medida, ao bom senso e à experiência da vida. | ||