Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça | |||
| Processo: |
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| Nº Convencional: | JSTJ00040181 | ||
| Relator: | FERREIRA DE ALMEIDA | ||
| Descritores: | PROCEDIMENTOS CAUTELARES REQUISITOS ÓNUS DA ALEGAÇÃO ÓNUS DA PROVA | ||
| Nº do Documento: | SJ199911250009642 | ||
| Data do Acordão: | 11/25/1999 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recurso: | T REL LISBOA | ||
| Processo no Tribunal Recurso: | 3340/98 | ||
| Data: | 06/02/1999 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | AGRAVO. | ||
| Decisão: | PROVIDO. | ||
| Área Temática: | DIR PROC CIV - PROCED CAUT. | ||
| Legislação Nacional: | CPC95 ARTIGO 3 N1 ARTIGO 264 N1 ARTIGO 383 ARTIGO 384 ARTIGO 498 N4 ARTIGO 664. CCIV66 ARTIGO 342 N1. | ||
| Jurisprudência Nacional: | ACÓRDÃO STJ PROC884/99 DE 1999/11/11 2SEC. | ||
| Sumário : | I- Não há que confundir o objecto da providência com o próprio objecto da acção de que a mesma é afinal meio processual acessório, sabido que é serem características daquela as suas instrumentalidade e dependência - artigo 383 do CPC95. II- Conforme a própria expressão legal bem sugere, o receio deve ser fundado, isto é objectivamente fundamentado em factos concretos, que não em circunstâncias de carácter meramente eventual, hipotético ou conjectural. III- No que concerne à matéria de facto integradora dos requisitos de que depende a concessão da providência requerida,o ónus geral da alegação consta do artigo 3 n. 1 e, principalmente do artigo 264 n. 1, não pode o tribunal substituir-se ao requerente, a não ser na atendibilidade de factos instrumentais que resultem da instrução e discussão. O dever de investigação que a lei processual comete ao juiz apenas abarca a matéria de facto trazida ao processo, não se confundindo com a livre inquisitoriedade da matéria de facto subjacente ao litígio (artigo 664 do CPC). IV- Sendo a causa de pedir integrada pelo facto jurídico de que emana a providência requerida (artigo 498 n. 4 do CPC), deve a mesma ficar reflectida num conjunto mais ou menos alargado de factos com relevância atinente ao direito cuja existência se alega, nos quais se sustentará a providência requerida. V- Impende sobre o requerente o encargo de satisfazer no requerimento inicial o ónus de alegação de matéria de facto reveladora do direito de que é titular, a par de outros de onde possa concluir-se pela existência do "periculum in mora, funcionando assim, nesta sede, o princípio geral segundo o qual aquele que alega um direito, deve fazer prova dos factos constitutivos desse direito - artigo 342 n. 1 do CCIV66. VI- Este último ónus não pode desligar-se do antecipado cumprimento do ónus da alegação, dedução ou afirmação, sob pena de se concluir pela improcedência da pretensão. | ||
| Decisão Texto Integral: |