Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça | |||
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| Nº Convencional: | JSTJ00040579 | ||
| Relator: | COSTA SOARES | ||
| Descritores: | RESPONSABILIDADE CIVIL POR ACIDENTE DE VIAÇÃO NEXO DE CAUSALIDADE CULPA MATÉRIA DE DIREITO MATÉRIA DE FACTO ÓNUS DA PROVA PODERES DO SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA | ||
| Nº do Documento: | SJ200005250003192 | ||
| Data do Acordão: | 05/25/2000 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recurso: | T REL PORTO | ||
| Processo no Tribunal Recurso: | 109/98 | ||
| Data: | 11/02/1999 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REVISTA. | ||
| Decisão: | NEGADA A REVISTA. | ||
| Área Temática: | DIR CIV - DIR RESP CIV. DIR PROC CIV. | ||
| Legislação Nacional: | CCIV66 ARTIGO 342 N1 ARTIGO 483 ARTIGO 487 ARTIGO 503 N1 ARTIGO 505 ARTIGO 570. | ||
| Sumário : | I - Para a exacta compreensão do artigo 505º, do CC, importa considerar que não é um problema de culpa que nele está posto mas apenas um problema de causalidade, tratando-se de saber se os danos verificados no acidente devem ser juridicamente considerados, não como um efeito do risco próprio do veículo, mas sim como uma consequência do facto praticado pela vítima ou por terceiro. II - A questão da causalidade, enquanto meramente naturalística, constitui uma mera questão de facto que o STJ não pode sindicar. III - Dando-se como assente que o comportamento do condutor dum veículo não foi causal do acidente, também não pode considerar-se como culposo, pois o juízo de censura que vai implicado na imputação culposa do facto ao agente só tem juridicamente sentido enquanto referido a um facto causal do evento danoso; ou, por outras palavras, sem um facto causal nem sequer existe um facto jurídico para os efeitos do artigo 483º do CC - como, aliás, logo resulta do artigo 563º do mesmo Código - e, sem tal facto, não é mais possível o juízo censório em que se analisa a culpa, mesmo que perspectivado à luz de qualquer preceito legal. | ||
| Decisão Texto Integral: |