Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça | |||
| Processo: |
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| Nº Convencional: | JSTJ00027316 | ||
| Relator: | SAMPAIO DA NOVOA | ||
| Descritores: | ACÇÃO PAULIANA MÁ FÉ SOLIDARIEDADE ÓNUS DA PROVA | ||
| Nº do Documento: | SJ199505110866962 | ||
| Data do Acordão: | 05/11/1995 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Referência de Publicação: | BMJ N447 ANO1995 PAG508 | ||
| Tribunal Recurso: | T REL LISBOA | ||
| Processo no Tribunal Recurso: | 7921 | ||
| Data: | 06/28/1994 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REVISTA. | ||
| Decisão: | NEGADA A REVISTA. | ||
| Indicações Eventuais: | A VARELA OBG GER 4ED VOLII PAG408 440. P LIMA A VARELA ANOT 1987 VOLI PAG727. | ||
| Área Temática: | DIR CIV - DIR OBG. | ||
| Legislação Nacional: | |||
| Sumário : | I - Tendo o Réu avalisado três livranças, contraíu uma obrigação solidária, garantindo o seu pagamento, em solidariedade com os demais responsáveis, com todos os seus bens susceptíveis de penhora, desde o nascimento da obrigação. II - Praticando acto que envolva diminuição da garantia patrimonial do crédito, pode ele ser impugnado, se este for anterior, e resultar para o credor a impossibilidade de obter a satisfação integral dele ou agravando essa impossibilidade. III - Mas tratando-se de acto oneroso, exige-se que o devedor e o terceiro tenham agido de má fé, isto é, com consciência do prejuízo que o acto causa ao credor, não é necessário a intenção de prejudicar, tendo ficado provado que o preço da venda foi muito inferior ao valor real dos andares vendidos e que os Réus sabiam que com a venda ficava o Autor impossibilitado de ver satisfeito o seu crédito. IV - Além disso, o credor tem apenas de provar o montante das dívidas; o devedor terá de fazer a prova de que o obrigado possui bens penhoráveis de igual ou maior valor, o que no caso dos autos o Réu Alberto não fez. V - O credor pode exigir o cumprimento a qualquer dos devedores solidários, mas se um deles vende todos os seus bens aquele direito fica limitado, o que se compreende, pois de outro modo era fácil livrar-se da sua responsabilidade, pelo que não basta, para se excluir a impugnação pauliana que os outros devedores solidários ainda mantenham bens suficientes para garantir o pagamento da dívida, pois a suficiência tem de respeitar ao Réu Alberto. | ||