Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça | |||
| Processo: |
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| Nº Convencional: | JSTJ00032451 | ||
| Relator: | TOME DE CARVALHO | ||
| Descritores: | NULIDADE OMISSÃO DE PRONÚNCIA ERRO DE JULGAMENTO COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODERES DO SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA SEGURO AUTOMÓVEL RESPONSABILIDADE SEGURADORA SENTENÇA PENAL | ||
| Nº do Documento: | SJ199704080005191 | ||
| Data do Acordão: | 04/08/1997 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recurso: | T REL PORTO | ||
| Processo no Tribunal Recurso: | 9530096 | ||
| Data: | 01/26/1995 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REVISTA. | ||
| Decisão: | CONCEDIDA PARCIALMENTE A REVISTA. | ||
| Área Temática: | DIR CIV - DIR RESP CIV. DIR PROC CIV - RECURSOS. DIR COM. | ||
| Legislação Nacional: | |||
| Sumário : | I - A nulidade por omissão de pronúncia só se verifica quando o juiz deixa de se pronunciar sobre questões que lhe foram submetidas pelas partes ou de que deva conhecer oficiosamente, entendendo-se por questões os problemas concretos a decidir e não os simples argumentos, opiniões ou doutrinas expendidas pelas partes. II - Também não se verifica a mesma nulidade se o tribunal deixou de fundamentar a decisão em factos que a parte reputa importantes, dado que factos não são problemas; poderá essa omissão constituir, eventualmente, erro de julgamento. III - A seguradora não pode ser condenada para além do capital seguro no contrato. IV - O Supremo Tribunal de Justiça, em regra, tem de aceitar a matéria de facto fixada pelo Tribunal de Relação, mesmo que haja erro na apreciação das provas, salvo o caso excepcional previsto no artigo 722, n. 2, do Código de Processo Civil. V - O facto do condutor de um veículo ter sido julgado culpado e, consequentemente, condenado por sentença criminal transitada em julgado, pela produção do acidente, nada dizendo se concorreu a culpa de outrem, não exclui que haja outro ou outros culpados. | ||