Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça | |||
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| Nº Convencional: | JSTJ00020394 | ||
| Relator: | VILLA NOVA | ||
| Descritores: | ABUSO DE CONFIANÇA DESPACHO DE PRONÚNCIA PROVA INDICIÁRIA CRIME CONTINUADO MATÉRIA DE FACTO COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA | ||
| Nº do Documento: | SJ198904260396543 | ||
| Data do Acordão: | 04/26/1989 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REC PENAL. | ||
| Decisão: | PROVIDO PARCIAL. NEGADO PROVIMENTO. | ||
| Área Temática: | DIR CRIM - CRIM C/PATRIMÓNIO. DIR PROC PENAL - RECURSOS. | ||
| Legislação Nacional: | |||
| Sumário : | I - A suficiência ou insuficiência da prova indiciária constitui matéria de facto, estranha à competência do Supremo Tribunal de Justiça. II - No domínio do Código Penal de 1886 era jurisprudência corrente que a incriminação do crime continuado se devia operar pelo maior valor da conduta, integrante da continuação, funcionando as restantes condutas como circunstâncias agravantes de carácter geral, não havendo razões para alterar este entendimento segundo o que dispõe hoje o n. 5 do artigo 78 do Código Penal de 1982. III - Não se encontrando feita a discriminação das condutas que integram a continuação criminosa é incorrecto dizer-se que o arguido praticou indiciariamente um crime continuado e incriminá-lo pelo valor total das condutas. | ||