Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça | |||
| Processo: |
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| Nº Convencional: | JSTJ00018122 | ||
| Relator: | ZEFERINO FARIA | ||
| Descritores: | INSTITUIÇÃO DE CRÉDITO ACTIVIDADE BANCÁRIA AUTORIZAÇÃO COMPETÊNCIA LIQUIDAÇÃO DE PATRIMÓNIO LIQUIDATÁRIO SOCIEDADE COMERCIAL REPRESENTAÇÃO LEGAL | ||
| Nº do Documento: | SJ199302040821432 | ||
| Data do Acordão: | 02/04/1993 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recurso: | T REL LISBOA | ||
| Processo no Tribunal Recurso: | 4745 | ||
| Data: | 10/01/1991 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REVISTA. | ||
| Decisão: | NEGADA A REVISTA. | ||
| Área Temática: | DIR ECON - DIR BANC. DIR COM - SOC COMERCIAIS. | ||
| Legislação Nacional: | |||
| Jurisprudência Nacional: | |||
| Sumário : | I - É da competência do Governo, quer a concessão de autorização para o exercício do comércio bancário, quer o cancelamento dessa autorização, justamente por lhe pertencer a execução das políticas monetárias e financeiras e a prática dos actos necessários à promoção do desenvolvimento económico-social e à satisfação das necessidades colectivas. II - Cancelado pelo Governo o exercício do comércio bancário a determinada instituição de crédito tem de seguir-se necessariamente e como efeito desse cancelamento, a liquidação do património do estabelecimento bancário em causa. III - Nos termos dos artigos 146 e seguintes do Código das Sociedades Comerciais, as sociedades comerciais podem ser liquidadas sem recurso à via judicial e sem nomeação dos liquidatários competir ao tribunal, assumindo, nesse caso, os liquidatários os poderes e a responsabilidade dos membros do órgão de administração da sociedade, podendo e devendo, cobrar os créditos desta e, por intermédio dos tribunais, se necessário fôr. IV - Insere-se na função administrativa do Estado e não na sua função do Estado e não na sua função jurisdicional o cancelamento por parte do Governo da autorização de exercício do comércio bancário, a ordem também por parte do Governo da imediata liquidação do estabelecimento bancário em causa e a constituição de uma comissão liquidatária, em ordem a administrar a massa e a representá-la, activa e passivamente, em juízo e fora dele. | ||