Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça | |||
| Processo: |
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| Nº Convencional: | JSTJ00035338 | ||
| Relator: | FRANCISCO LOURENÇO | ||
| Descritores: | SIMULAÇÃO PROVA TESTEMUNHAL NULIDADE CONTRATO-PROMESSA JUROS DE MORA PRAZO CERTO PROIBIÇÃO DE PROVA | ||
| Nº do Documento: | SJ199812150007951 | ||
| Data do Acordão: | 12/15/1998 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE COM 1 DEC VOT | ||
| Tribunal Recurso: | T REL COIMBRA | ||
| Processo no Tribunal Recurso: | 1618/97 | ||
| Data: | 02/03/1998 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REVISTA. | ||
| Decisão: | NEGADA A REVISTA. | ||
| Indicações Eventuais: | CARVALHO FERNANDES IN TEORIA GERAL II PAG238. ANA PRATA IN CONTRATO PROMESSA PAG651. | ||
| Área Temática: | DIR CIV - DIR OBG / TEORIA GERAL. | ||
| Legislação Nacional: | |||
| Jurisprudência Nacional: | |||
| Sumário : | I - A proibição de prova prevista no artigo 394, n. 2, do C.C. respeita, apenas, ao recurso à prova testemunhal, ou por presunções judiciais, do artigo 351 daquele diploma substantivo, como meio de prova exclusivo, do acordo simulatório, ou de negócio dissimulado. II - É admissível, pois, a prova testemunhal como prova complementar, sobretudo da prova documental, que aquele preceito não afasta. III - Assim, sempre que haja um documento escrito, ou até confissão, que constitua um começo da prova da existência da simulação, e que torne verosímil aquela, nada impede o recurso à prova testemunhal, como meio adjuvante daquele. IV - Acertado que está a existência da simulação do preço por confissão das partes, nada impede o recurso à prova testemunhal para determinação do preço real, por que vale o negócio, por, então, se sair do campo de previsão daquele artigo 394, n. 2. V - A simulação do preço é relativa, ficando o negócio dissimulado a valer pelo preço realmente convencionado. VI - O contrato-promessa, destina-se a preparar o contrato prometido, cujo programa negocial, em regra, estabelece, e extingue-se com a realização deste, pelo cumprimento. VII - Todavia, se o programa negocial desse contrato promessa se prolongar para além da celebração do contrato prometido, mantêm-se as obrigações dele decorrentes. VIII - Se a obrigação tem prazo certo, a interpelação não tem razão de ser, sendo desnecessária, nos termos da alínea a), do n. 2 do artigo 805, do C.Civil. | ||