Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça | |||
| Processo: |
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| Nº Convencional: | JSTJ00037957 | ||
| Relator: | MIRANDA GUSMÃO | ||
| Descritores: | POSSE DE BOA FÉ PRESUNÇÃO JURIS TANTUM INTENÇÃO DE APROPRIAÇÃO NULIDADE DO CONTRATO NULIDADE POR FALTA DE FORMA LEGAL | ||
| Nº do Documento: | SJ199906170004902 | ||
| Data do Acordão: | 06/17/1999 | ||
| Votação: | MAIORIA COM 1 VOT VENC | ||
| Tribunal Recurso: | T REL LISBOA | ||
| Processo no Tribunal Recurso: | 6245/98 | ||
| Data: | 12/17/1998 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REVISTA. | ||
| Decisão: | NEGADA A REVISTA. | ||
| Área Temática: | DIR CIV - TEORIA GERAL / DIR CONTRAT / DIR REAIS. | ||
| Legislação Nacional: | |||
| Sumário : | I - O CCIV de 1966 consagrou o conceito subjectivista da posse assente no "corpus" e no "animus", sendo a prova deste último feita por presunção, conforme o n. 2 do artigo 1252. II - As presunções "juris tantum" só são ilidíveis através de prova que demonstre não existir o facto presumido e não somente criar a dúvida a tal respeito. III - É à lei reguladora da posse que se deve pedir o sentido da intenção do que exerce actos de retenção e fruição de coisa (imóvel) em resultado de tradição operada através de negócio jurídico ferido de nulidade. IV - O conceito de boa-fé adoptado pelo legislador no instituto da posse é o de natureza psicológica - age de boa-fé quem ignore que está a lesar os direito de outrem. | ||