Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça | |||
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| Nº Convencional: | JSTJ00025435 | ||
| Relator: | MIRANDA GUSMÃO | ||
| Descritores: | ABALROAÇÃO MATÉRIA DE FACTO ILAÇÕES PRESUNÇÕES ÓNUS DA PROVA CULPA | ||
| Nº do Documento: | SJ199410270853462 | ||
| Data do Acordão: | 10/27/1994 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Referência de Publicação: | CJSTJ 1994 ANOII TIII PAG105 | ||
| Tribunal Recurso: | T CIV LISBOA | ||
| Processo no Tribunal Recurso: | 4359 | ||
| Data: | 12/02/1993 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REVISTA. | ||
| Decisão: | NEGADA A REVISTA. | ||
| Área Temática: | DIR ECON - DIR SEG. DIR PROC CIV. | ||
| Legislação Nacional: | CCOM888 ARTIGO 669. CCIV66 ARTIGO 350 N1 N2 ARTIGO 487 N2. | ||
| Sumário : | I - Saber se a matéria de facto fixada pela Relação é ou não suficiente para se terem como violadas as regras que definem a responsabilidade derivada da abalroação, constitui matéria de direito. II - A Relação pode inferir dos factos dados como provados que um dos navios não se afastou do caminho do outro e que o respectivo comandante não manobrou com a antecedência necessária de modo a evitar a colisão, pois isso constitui um desenvolvimento daqueles factos. III - Sempre que haja uma presunção legal a favor da pretensão de uma das partes, incumbe a essa parte alegar e provar o facto que serve de base à presunção. IV - À outra parte compete, para destruir a prova feita através da presunção, fazer prova do contrário. V - A culpa que é apreciada em abstracto, envolve um complexo juízo de censura ou de reprobabilidade, que assenta sobre o nexo existente entre o facto ilícito e a vontade do agente. VI - A censura funda-se no facto de aquele, no caso, ter podido agir de outra forma, isto é, ter agido inconvenientemente. | ||
| Decisão Texto Integral: |