Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça | |||
| Processo: |
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| Nº Convencional: | JSTJ00018977 | ||
| Relator: | DIAS SIMÃO | ||
| Descritores: | CONTRATO DE TRABALHO CATEGORIA PROFISSIONAL DIREITOS DO TRABALHADOR HORÁRIO DE TRABALHO ISENÇÃO | ||
| Nº do Documento: | SJ199304280035354 | ||
| Data do Acordão: | 04/28/1993 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recurso: | T REL PORTO | ||
| Processo no Tribunal Recurso: | 582/91 | ||
| Data: | 01/20/1992 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REVISTA. | ||
| Decisão: | NEGADA A REVISTA. | ||
| Indicações Eventuais: | MENEZES CORDEIRO IN DIREITO DO TRABALHO PAG665. MONTEIRO FERNANDES IN DIREITO DO TRABALHO PAG157. | ||
| Área Temática: | DIR TRAB - CONTRAT INDIV TRAB / REG COL TRAB. DIR CIV - DIR OBG. | ||
| Legislação Nacional: | |||
| Jurisprudência Nacional: | |||
| Sumário : | I - A posição do trabalhador na organização produtiva em que se integra pelo contrato, define-se através do conjunto de serviços e tarefas que constituem o objecto da prestação laboral. A essa posição corresponde a categoria do trabalhador, a qual traduz o "status" do trabalhador na empresa, determinado com base numa classificação normativa e em conformidade com a natureza e espécie das tarefas por ele efectivamente realizadas no exercício da sua actividade. II - A entidade patronal não pode, em princípio, baixar a categoria do trabalhador, nem modificar definitiva e arbitrariamente o objecto da prestação de trabalho (acordado expressa ou tacitamente entre os sujeitos do contrato), nomeadamente atribuindo ao trabalhador funções empobrecidas ou menos importantes do que as anteriormente estipuladas. III - Certas actividades laborais não se compadecem com a fixação de um horário de trabalho, devido à flutuação diária das correspondentes necessidades e ao carácter sistemático do recurso a horas suplementares. Por isso, a lei admite relativamente aos trabalhadores que se encontrem nessa situação, nomeadamente aos que exerçam cargos de direcção, de confiança ou de fiscalização, a isenção de horário de trabalho. IV - O facto de o autor haver estado sujeito ao regime de horário de trabalho, usufruindo da respectiva retribuição adicional, não obsta a que a entidade patronal ponha termo a tal regime quando considere que ele já se não justifica, daí resultando para o trabalhador a perda daquela parcela retributiva. | ||