Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça | |||
| Processo: |
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| Nº Convencional: | JSTJ00030526 | ||
| Relator: | SILVA REIS | ||
| Descritores: | TRÁFICO DE ESTUPEFACIENTE CONSUMO DE ESTUPEFACIENTES CRIME DE PERIGO REINCIDÊNCIA MEDIDA DA PENA | ||
| Nº do Documento: | SJ199503010463113 | ||
| Data do Acordão: | 03/01/1995 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recurso: | T CIRC LEIRIA | ||
| Processo no Tribunal Recurso: | 64/93 | ||
| Data: | 10/13/1993 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REC PENAL. | ||
| Decisão: | NEGADO PROVIMENTO. | ||
| Indicações Eventuais: | MAIA GONÇALVES IN CÓDIGO PENAL PORTUGUÊS ANOTADO PAG210 7ED. LEAL HENRIQUES E S SANTOS IN CP DE 1982 VOLI PAG403. | ||
| Área Temática: | DIR CRIM - CRIM C/SOCIEDADE / TEORIA GERAL. DIR PROC PENAL - RECURSOS. DIR CONST - DIR FUND. | ||
| Legislação Nacional: | |||
| Jurisprudência Nacional: | |||
| Sumário : | I - O crime de tráfico de estupefacientes, em qualquer das suas modalidades, é um crime de perigo abstracto. II - Para a determinação do conceito "quantidades diminutas" do artigo 24 não releva a dose de estupefacientes que o traficante destina a cada cliente, mas a quantidade total de substâncias e preparados que detenha para venda e/ou tenha vendido. III - O tráfico e o consumo de estupefacientes violam bens jurídicos diferentes. Por isso, o agente que trafica droga e consome droga comete, em concurso real, os crimes dos artigos 23, n. 1 e 36, n. 1 ambos do Decreto-Lei 430/83. IV - O Decreto-Lei 15/93, de 22 de Janeiro, revendo a legislação do combate à droga, alterou substancialmente o regime penal anterior. V - Enquanto o artigo 71 fornece o critério geral para a escolha da pena, o artigo 72, ambos do Código Penal, trata de medida da pena que compreende também a dispensa da pena e a declaração de impunidade. VI - Preenchidos os restantes pressupostos da reincidência cabe ao juiz determinar se, perante "as circunstâncias do caso", a ou as condenações anteriores não constituiram suficiente prevenção contra o crime. VII - Estando em causa "heroína" e "cocaína", drogas duras, detendo-as o arguido embora não só para venda; sendo intenso o dolo com que actuou, dolo directo; não havendo confissão, nem arrependimento; estando o seu passado manchado com antecedentes criminais, sendo mesmo, reincidente; e sendo muito descolorido o conjunto do circunstancialismo atenuativo, o Colectivo não exagerou ao condenar o arguido na pena de três anos e cinco meses de prisão, usando de bitola adequada e justa. | ||