Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça | |||
| Processo: |
| ||
| Nº Convencional: | JSTJ00023158 | ||
| Relator: | HERNANI DE LENCASTRE | ||
| Descritores: | RESPOSTAS AOS QUESITOS MATÉRIA DE DIREITO PODERES DO SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DECISÃO ABSOLUTÓRIA PRESUNÇÃO JURIS TANTUM RESPONSABILIDADE CIVIL POR ACIDENTE DE VIAÇÃO CASO FORTUITO ÓNUS DA PROVA CULPA | ||
| Nº do Documento: | SJ197901190675531 | ||
| Data do Acordão: | 01/19/1979 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REVISTA. | ||
| Decisão: | NEGADA A REVISTA. | ||
| Área Temática: | DIR PROC CIV - RECURSOS. DIR PROC PENAL. DIR CIV - TEORIA GERAL / DIR RESP CIV. | ||
| Legislação Nacional: | |||
| Sumário : | I - Questões de direito são as que envolvem o conhecimento de regras de direito, que não podem confundir-se com as regras da experiência. O prever se um piso se acha escorregadio não depende do conhecimento de qualquer regra de direito, mas da simples experiência pessoal de cada um; e, na generalidade dos casos, para quem conduz, da experiência comum. II - Não obstante, é de acatar, atento o disposto no artigo 729 do Código de Processo Civil, a decisão da Relação de mandar eliminar da resposta a um quesito a expressão "de forma previsível", referida ao piso escorregadio da via onde ocorreu um acidente de viação, na medida em que julgou a insuficiência de elementos para se chegar a tal conclusão. III - A presunção estabelecida pelo artigo 154 do Código de Processo Penal de 1929 é ilidível. IV - Tendo-se provado que o veículo causador de um acidente de viação derrapou na sequência de uma ultrapassagem efectuada pelo seu condutor, se o réu invoca caso fortuito é a ele que cabe alegar e provar factos que, integrando esse conceito, excluam o de culpa. V - Na falta de semelhante prova, é de concluir que o condutor desse veículo agiu com culpa (mera culpa). | ||