Pareceres/Diversos

Tribunal Central Administrativo Sul - Contencioso Administrativo
Contencioso:Administrativo
Data:09/28/2006
Processo:01925/06
Nº Processo/TAF:00000/00/0
Sub-Secção:2º. Juízo
Magistrado:Mendes Cabral
Descritores:ACÇÃO ADMINISTRATIVA COMUM
ACÇÃO ADMINISTRATIVA ESPECIAL
CUMULAÇÃO DE PEDIDOS
Data do Acordão:03/08/2007
Disponível na JTCA:NÃO
Texto Integral:Notificado nos autos supra indicados para esse efeito, o Ministério Público apresenta o seguinte parecer sobre o mérito do recurso:

O presente Recurso Jurisdicional vem interposto da sentença proferida em 5.5.2006 pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa que, na sequência da Acção Administrativa Comum intentada por D.... e A...., julgou procedente a excepção de impropriedade do meio processual, absolvendo da instância o Chefe do Estado Maior do Exército.


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Na minha perspectiva, a sentença recorrida não merece qualquer censura, dado haver feito correcta interpretação e aplicação da lei à factualidade que, com pertinência, vem fixada.

É notório de resto, que nenhuma das conclusões da alegação dos recorrentes (desprovidas aliás de qualquer contributo novo), subsiste em confronto com a judiciosa argumentação expendida na decisão do TAF de Lisboa.

Na verdade, apenas seguem a forma da acção administrativa comumos processos que tenham por objecto litígios cuja apreciação se inscreva no âmbito da jurisdição administrativa e que, nem neste Código nem em legislação avulsa, sejam objecto de regulação especial”.

Ora, mostrando-se em causa a validade de actos administrativos definidores da situação jurídica dos militares autores (ora recorrentes) no concernente à respectiva promoção ao posto imediato (major), a impugnação de tais actos haveria de ser levada a efeito através de acção administrativa especial, por ser esta a forma que seguem “os processos cujo objecto sejam pretensões emergentes da prática ou omissão ilegal de actos administrativos” (artigo 46 n.º 1 do CPTA).

De notar até ser esta forma (acção administrativa especial) a prevalecente nos casos de eventual cumulação de pedidos (artigo 5 do CPTA).

Resulta em suma do exposto que, existindo forma de processo especial adequada e obrigatória para acautelar os direitos dos ora recorrentes (como é manifestamente o caso), não há possibilidade de utilizar a acção administrativa comum.

Deste modo, bem procedeu a decisão do TAF de Lisboa, ao considerar verificada a excepção de impropriedade do meio utilizado, absolvendo da instância a entidade demandada.

Decorrentemente,

Deverá ser negado provimento ao recurso jurisdicional.