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Varela, João Matos Antunes Das obrigações em geral - vol. I.- 5ª Edição, Outubro 1986.- Gráfica de Coimbra / Almedina.- 919p 23cm ISBN 13500/86 (Broch.) : oferta Direito Civil Capítulo I - Introdução Secção I - Direito das obrigações 1. Objecto e plano da disciplina 2. Importância prática das obrigações 3. Alusão aos novos princípios da lei civil (Código de 1966 e legislação posterior) no domínio das obrigações 4. Interesse doutrinário da teoria geral das obrigações 5. Inserção sistemática das obrigações nos quadros do direito civil. Crítica da classificação germânica e sua breve refutação 6. As obrigações e as reservas postas à figura da relação jurídica 7. Plano da sistematização do Código Civil, quanto ao direito das obrigações Secção II - Conceito, Estrutura e função da obrigação Subsecção I - Conceito de obrigação 8. Diversas acepções do termo obrigação. Conceitos afins 9. Obrigação em sentido técnico. Confronto com as noções próximas 10. Relações obrigacionais simples e complexas 11. As obrigações não autónomas Subsecção II - Estrutura da obrigação divisão I - Análise da relação creditória 12. Elementos constitutivos da obrigação - I) Os sujeitos 13. A persistência da obrigação, não obstante a alteração dos sujeitos 14. B) Objecto: a prestação debitória. Objecto imediato e objecto mediato 15. Principais modalidades da prestação I) Prestação de facto e prestação de coisa. Variantes da prestação de facto 16. II) Prestação de coisa. Alusão à prestação de coisa futura 17. III) Prestações instantâneas e prestações duradouras 18. IV) Prestações fungíveis e não fungíveis 19. O problema da patrimonialidade da prestação 20. Resposta ao problema no plano do direito constituído 21.C) O vínculo (jurídico) como núcleo central da relação 22. Análise do vínculo: I) O direito à prestação 23. II) O dever de prestar 24. Deveres principais ou típicos e deveres secundários de prestação. Deveres acessórios de conduta 25. Deveres acessórios de conduta e o dever geral de agir de boa fé 26. Relação entre o direito à prestação e o dever de prestar 27. III) A garantia Divisão II - Natureza jurídica da obrigação 28. Sequência 29. A) A obrigação como poder do credor sobre a pessoa do devedor. Crítica 30. B) A obrigação como poder do credor sobre os bens do devedor. Crítica 31. C) A obrigação como relação entre patrimónios. Crítica 32. D) A obrigação como relação complexa, integrada por dois elementos, O débito (Schuld) e a responsabilidade (Haftung) 33. Apreciação crítica da teoria I) Desnecessidade do desmembramento da relação créditória 34. II) Imagem defeituosa do direito à prestação e do correlativo dever de prestar 35. III) Crítica da tese de Rocco 36. E) Teoria clássica: a obrigação como direito pessoaç e como relação unitária Subsecção III - Função da obrigação 37. A obrigação como instrumento técnico-jurídico ao serviço do interesse do credor. Repercussão do interesse do credor no regime da obrigação 38. A obrigação como elemento do património do credor Secção III - As obrigações e as outras classes de relações jurídicas Subsecção I - As obrigações e os direitos reais 39. Sequência 40. Termos exactos da distinção: I) As obrigações são direitos relativos, enquanto os direitos reais são absolutos 41. Reflexos da eficácia absoluta dos direitos reais: a) direito de preferência (ou de prevalência); b) direitos de sequela 42. Efeitos da obrigação em relação a terceiros 43. B) O direito real como poder directo e imediato sobre a coisa; obrigação como relação de cooperação 44. Crítica de Giordianni à doutrina clássica. Sua refutaçãp 45. C) Subordinação dos direitos reais ao princípio da tipicidade (numerus clausus); validade da regra da atipicidade (numerus apertus) para as obrigações 46. D) Diferenças de menor relevo 47. Afinidades Subsecção II - As obrigações e os direitos de família 48. Diferenças e pontos de contacto entre os direitos de crédito e os direitos de família Subsecção III - As obrigações e os direitos sucessórios 49. Difernças e pontos de contacto entre os direitos de crédito e os direitos sucessórios Capítulo II - Fontes das obrigações 50. Sistematização das fontes. Sequência 51. Crítica da sistematização clássica. Classificação adoptada pelo novo Código Secção I - Contratos Subsecção I - Generalidades 52. Noção de contrato 53. Análise jurídica do conceito 54. Diversas acepções do termo contrato. A concepção normativa ou preceptivista do contrato 55. As relações contratuais do facto. Origem da figura 56. Formação do contrato sem declaração de aceitação 57. A disciplina legislativa dos contratos. Princípios fundamentais por que se rege 58. Tendências actuais do direito contratual 59. O princípio básico da liberdade contratual 60. A liberdade de contratar e as suas limitações 61. A livre fixação do conteúdo dos contratos; limitações 62. Contratos de adesão, como limitação de facto à liberdade contratual 63. Limitações legais às chamadas cláusulas gerais dos contratos 64. A responsabilidade pré-contratual, a culpa in contrahendo (c.i.c.) e o princípio da boa fé Subsecção II - Contratos mistos 65. Contratos mistos: I) Noção 66. Junção, união e coligação de contratos 67. Modalidades do contrato misto 68. II) Regime 69. Solução adoptada 70. A doação mista Subsecção III - Contratos com eficácia real 71. Noção 72. Reserva da propriedade (pactum reservati dominii) Subsecção IV - Contrato-promessa 73. Noção 74. Figuras próximas 75. Consagração legal 76. Requisitos de forma e substância. Princípio da equiparação 77. Efeitos 78. Transmissão dos direitos e obrigações dos promitentes 79. Recusa de cumprimento da promessa. execução específica 80. Exclusão da execução específica. Regime instituido pelo Dec.-Lei n.º 236/80 81. A execução específica relativa a contratos prometidos cuja celebração deva constar de escritura pública 82. Violação do contrato-promessa Subsecção V - Pactos de preferência 83. Conceito 84. Figuras próximas 85. Requisitos 86. Exercício do direito de preferência 87. Violação da preferência: acção de indemnização ou de preferência 88. Pluralidade de preferentes 89. Natureza jurídica dos pactos Subsecção VI - Contratos bilaterais e unilaterais. Contratos gratuitos e onerosos 90. Contratos bilaterais e i«unilaterais. Noção 91. Excepção de não cumprimento do contrato 92. Outros efeitos do simalagrama. Condições resolutivas tácitas 93. Contratos gratuitos e contratos onerosos. Atinência com a classificação anterior 94. Interesse prático da distinção Subsecção VII - Contrato a favor de terceiro 95. Exemplos. Noção 96. Figuras próximas 97. Termos em que a lei o admite 98. Dupla relação que o contrato integra: a) Relação entre o promissário e promitente 99. b) Posição do terceiro. Relação entre o promissário e terceiro 100. Prestação em benefício de pessoa indeterminada ou no interesse público Subsecção VIII - Contrato para pessoa a nomear 101. Exemplos. Noção 102. Figuras próximas 103. Regime 104. Natureza jurídica Secção II - Negócios unilaterais 105. O problema da eficácia dos negócios unilaterais (princípio do contrato) 106. Solução legal 107. Promessa pública. Noção. Regime 108. Cooperação de várias pessoas no resultado previsto 109. Concursos públicos Secção III - Gestão de negócios 110. Exemplos. Noção 111. Interesse prático da gestão 112. Requisitos 113. Relações entre o gestor e o dono do negócio: a) Deveres do gestor para com este (actio negotiorum gestorum directa) I) Continuação da gestão II) Dever de fidelidade ao interesse e à vontade (real ou presumível) do dono do negócio 114. III) Entrega dos valores detidos e prestação de contas 115. IV) Aviso e infromação do dono do negócio 116. b) Deveres do dono do negócio para com o gestor (actio negotiorum gestorum contraria) 117. c) Posição do dono do negócio em face de terceiros Secção IV - Enriquecimento sem causa 118. Situações geradoras de enriquecimento sem causa 119. Casos de colisão de valores opostos tutelados pelo direito 120. As deslocações patrimoniais como campo de aplicação do enriquecimento sem causa 121. Requisitos da obrigação de restituir: A) Enriquecimento de uma pessoa 122. B) Sem causa justificativa 123. C) A custa de outrem 124. Enriquecimento obtido através das atribuições patrimoniais indirectas 125. Carácter subsidiário da obrigação de restituir 126. Consagração legal do princípio da subsidiaridade 127. Repetição de indevido 128. Objecto da obrigação de restituir 129. Prescrição do direito à restituição Secção V - Responsabilidade civil Subsecção I - Generalidades 130. Responsabilidade contratual e extracontratual. Sistematização do Código Civil 131. Responsabilidade por factos ilícitos, responsabilidade pelo risco e responsabilidade por factos lícitos danosos Subsecção II - Responsabilidade por factos ilícitos 132. Pressupostos: sua enumeração 133. I) Facto voluntário do lesante 134. II) Ilicitude 135. Formas da ilicitude: a) Violação de um direito de outrem 136. b) Violação da lei que protege interesses alheios 137. Requisitos especiais da 2.ª variante da ilicitude 138. justificação e sentido do requisito da ilicitude 139. O abuso do direito 140. Factos antijurídicos especialmente previstos na lei 141. Causas justificativas do facto ou causas de exclusão da ilicitude 142. III) Nexo de imputação do facto ao lesante (culpa) 143. a) Imputabilidade 144. b) Culpa. Noção 145. Modalidades da culpa. O dolo (directo, necessário ou eventual) 146. Elemento intelectual do dolo 147. Mera culpa ou negligência 148. Culpa em abstracto (em sentido objectivo) e culpa em concreto (em sentido objectivo) 149. A culpa como deficiência da vontade ou como conduta deficiente? 150. Os termos clãssicos da distinção entre o dolo e a negligência. As críticas da doutrina moderna: a) O dolo e a teoria finalista da acção 151. b) A violação do dever objectivo de cuidado (do cuidado exigível) como elemento da ilicitude e não da negligência 152. Tese de Larenz: distinção entre os ataques imediatos e os ataques mediatos aos bens juridicamente tutelados 153. Apreciação crítica da posição de Larenz 154. A ilicitude e a culpa como pressupostos distintos e autónomos da responsabilidade civil 155. Prova da culpa. Presunções de culpa 156. IV) O dano. Noção. Variantes 157. Ressarcibilidade dos danos não patrimoniais 158. Resolução do problema no plano do direito constituído 159. Indemnização pelo facto da morte da vítima 160. Evolução da jurisprudência 161. V) Nexo de causalidade entre o facto e odano: remissão para a obrigação de indemnização. Relevância da causa virtual 162. Titularidade do direito à indemnização 163. Prescrição do dirito à indemnização Subsecção III - Responsabilidade pelo risco 164. Responsabilidade objectiva: sua fundamentação 165. Socialização do risco Divisão I - Responsabilidade do comitente 166. Carácter objectivo da responsabilidade do comitente 167. Pressupostos: I) Vínculo entre comitente e comissário (liberdade de escolha e relação de subordinação) 168. II) Prática do facto ilícito no exercicio da função 169. III) Responsabilidade do comissário 170. Fundamento da responsabilidade do comitente Divisão II - Responsabilidade do Estado e demais pessoas colectivas públicas 171. Regime legal Divisão III - Danos causados por animais 172. Regime legal. I) Pessoa responsável 173. II) Danos indemnizáveis Divisão IV - Danos causados por veículos 174. Regime da responsabilidade: I) Pessoas responsáveis 175. B) Danos indemnizáveis 176. C) Beneficiário da responsabilidade 177. D) Causas de exclusão da responsabilidade 178. E) Colisão de veículos 179. Inexistência de culpa dos condutores 180. Danos provenientes da colisão para os condutores, para as pessoas transportadas nos veículos ou para as coisas que estas levassem consigo, e para as pessoas e coisas não transportadas 181. F) Limites da responsabilidade 182. G) Pluralidade de responsáveis 183. H) Concorrência de responsabilidades. Danos provocados em acidente, que seja simultaneamente acidente de viação e acidente de trabalho 184. Concorrência da responsabilidade civil com a responsabilidade contratual 185. O seguro obrigatório da responsabilidade civil automóvel: a concorrência da responsabilidade da seguradora 186. A instituição do Fundo de Garantia Automóvel (F.G.A.) Divisão V - Danos causados por instalações de energia eléctrica ou gás e no exercício de outras actividades 187. Regime da responsabilidade correspondente Subsecção IV - Responsabilidade por factos lícitos 188. Justificação. Regime Capítulo III - Modalidades das obrigações Secção I - Modalidades quanto ao vínculo 189. Obrigações civis e obrigações naturais. Noção 190. Extensão do domínio das obrigações naturais 191. Regime das obrigações naturais: I Disposições especiais 192. II) Princípio da equiparação às obrigações civis; ressalva fundada na incoercibilidade das obrigações naturais 193. Natureza jurídica das obrigações naturais Secção II - Modalidades quanto ao sujeito 194. Enumeração. sequência Subsecção I - Obrigações de sujeito activo indeterminado 195. Noção. Exemplos Subsecção II - Obrigações plurais 196. Obrigações conjuntas. Noção 197. Obrigações solidárias. Noção. Razões práticas justificativas do regime 198. Pressupostos da solidariedade: a) direito à prestação integral ou dever de prestação integral; b) efeito extintivo recíproco ou comum; c) identidade da prestação?; d) identidade de causa?; e) comunhão de fim? Divisão I - Divisão passiva 199. Fontes Subdivisão I - Efeitos: A) Nas relações externas 200. I) Direito do credor 201. II) Meios de defesa dos devedores 202. III) Outros efeitos: interpelação do devedor; interrupção da prescrição; renúncia à prescrição; caso julgado; impossibilidade da prestação imputável a um dos devedores B) Nas relações internas 203. Direitos de regresso Subdivisão II - Natureza jurídica da solidariedade 204. Fundamento do direito do regresso 205. Natureza jurídica da obrigação solidária Divisão II - Solidariedade activa 206. Fontes Efeitos: A) Nas relações externas 207. I) Escolha do credor 208. II) Meios de defesa 209. III) Outros efeitos: interpelação do devedor; interrupção da prescrição; renúncia à prescrição; caso julgado; impossibilidade da prestação; imputácel ao devedor ou a um dos credores B) Nas relaçõesinternas 210. Direito de regresso Secção III - Modalidades das obrigações quanto ao objecto 211. Requisitos do objecto da obrigação: I) Possibilidade física e legal 212. II) Licitude 213. III) Determinabilidade Subsecção I - Obrigações divisíveis e indivisíveis 214. Noção de indivisibilidade. Espécies 215. Regime das obrigações indivisíveis: A) Nas relações externas: I) Havendo vários devedores 216. II) Havendo vários credores 217. B) Nas relações internas Subsecção II - Obrgações específicas e obrigações genéricas 218. Noção. Generalidade 219. Regime das obrigações genéricas: I) Concentração da obrigação 220. II) Exoneração do devedor. O problema do risco Subsecção III - Obrigações cumulativas, alternativas e com faculdade alternativa 221. Obrigações cumulativas. Noção 222. Obrigações alternativas. Noção. Interesses subjacentes 223. Regime das obrigações alternativas: I) A escolha 224. II) Impossibilidade de uma das prestações 225. Obrigações com faculdade alternativa Subsecção IV - Obrigações pecuniárias Divisão I - Noções gerais 226. Obrigação pecuniária. Noção 227. Diferentes valores da moeda Divisão II - Obrigações de quantidade 228. Noção. Regime 229. Excepções ao princípio nominalista 230. Dívidas de valor 231. Termos em que se processa a actualização Divisão III - Obrigações de moeda específica 232. Noção. Validade legal 233. Simples concretização da eespécie monetária 234. Concretização da soma devida e de espécie monetária 235. Falta de moeda estipulada 236. Cumprimento em moedas de dois ou mais metais ou de um entre vários metais Divisão IV - Obrigações valutárias 237. Obrigações valutárias Subsecção V - Obrigações de juros 238. Noção de juros 239. Taxas de juros. Proibição do anatocismo 240. O crédito de juros e a dívida de capital Subsecção VI - Obrigação de indemnização 241. Inserção sistemática da obrigação de indemnização no Código Civil 242. A) Danos abrangidos pela indemnização: I) Formulação do problema 243. O problema da causalidade: a) A causa como condição sine qua non (teoria da equivalência das condições) 244. b) A causa como factor substâncialmente distinto da condição no processo factual conducente ao dano 245. c) Teoria da causalidade adequada. Suas variantes 246. A formulação preferível da causa adequada 247. II) O nexo de causalidade em face do direito constituído 248. Teoria do fim tutelado pelo contrato ou pela forma legal infringida 249. B) Objecto da reparação. Formas de indemnização. Prioridade da reconstituição natural 250. Cálculo da indemnização em dinheiro. Teoria da diferença 251. Aplicação prática do critério. A indemnização provisória e a indemnização a fixar ulteriormente 252. Ressalvas ao critério estabelecido 253. Indemnização fixada em acção penal 254. O problema da causa virtual. Concorrência de causas; formas que pode revestir 255. A causa virtual do dano: duplo problema que ela suscita. Noções gerais 256. Conclusões assentes na doutrina quanto ao problema 257. Soluções propostas na doutrina quanto ao problema fundamental 258. A cessão dos direitos do lesado e a «compensatio lucri cum damno» 259. Variantes da indemnização pecuniária. A indemnização e a desvalorização da moeda. Indemnização sob a forma de renda. A indemnização e a inflação monetária |