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Dias, João António Álvaro Dano corporal.- Junho 2004.- G.C. - Gráfica de Coimbra, Ldª / Almedina.- 614p 23cm. - (Reimpressão da 1ª Edição - Setembro 2001) Quadro epistemológico e aspectos ressarcitórios. Dissertação de doutoramento em Direito Civil na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra ISBN 9720040015840 (Broch.) : €40,01 Direito Civil Capítulo I - Sociedade de risco e integridade corporal Secção I - Perigosidade e integridade corporal 1 - A integridade corpórea em contexto de perigosidade social e de incerteza 2 - Do primado subjectivista rumo à "socialização" dos riscos e danos 3 - À procura da criação de um princípio geral de perigo por vielas e atalhos 4 - Elementos aglutinadores das diferentes responsabilidades pelo risco 5 - Das causas exoneratórias ou excudentes de responsabilidade pelo risco 6 - Do caso de força maior como causa de exclusão de responsabilidade em matéria de danos porporais 7 - Motivações nobres e menos nobres em matéria de institucionalização de responsabilidade pelo risco 8 - À procura de linhas de fronteira claras entre o princípio da culpa e princípio do risco, passando pela "culpa objectiva" 9 - A "criação de uma situação de facto perigosa" como critério de impugnação e aferição de responsabilidade civil 10 - A protecção da integridade corpórea consagrada pela legislação comunitária 11 - A perigosidade da conduta ou actividade como questão de direito 12 - Actividades peribosas "típicas" e "atípicas" 13 - Modo e critério de aferição da perigosidade 14 - Ainda sobre os critérios aferidos da perigosidade 15 - Índices de perigosidade Secção II - Integridade corporal, um conceito em (re)construção 16 - A ideia da perigosidade e a superação do modelo proprietarista clássico como referêncial do Direito Civil hodierno 17 - à procura de um novo estatuto jurídico para o corpo humano 18 - Da incindibilidade do corpo humano à sua decomposição progressivamente acentuada 19 - A unidade do Corpo como uma exigência em matéria de avaliação e reparação de danos corporais 20 - Pressupostos ou requisitos mínimos para a construção de uma epistemologia do dano corporal 21 - O dever de não causar danos à pessoa de outrem como verdadeiro étimo fundante de qualquer tarefa de avaliação e reparação de danos corporais 22 - Da premência de indagar e explorar novos modos para definir o valor do indivíduo e novos modelos de relações sociais Capítulo II - Emergência e avaliação do dano corporal Secção I - Emergência do conceito de dano corporal 23 - Razões culturais e jurídicas da autonomização progressiva do dano à saúde ou dano corporal 24 - Conceito e dificuldades de valoração das pequenas incapacidades - necessidade de retirar tais incapacidades do âmbito funcional para a área de protecção do direito à saùde 25 - Natureza jurídica do dano corporal: - Tertium genus de nobreza específica 26 - Lesões corporais em pessoas que não têm actividade laboral, autónoma ou dependente 27 - O papel pioneiro da doutrina e jurisprudência italianas no surgimento do dano corporal no Direito Civil 28 - O potencial de absorção do dano corporal sobre certas categorias fragmentárias de danos 29 - O dano psíquico ou "dano corporal de natureza psíquica" 30- As dificuldades com que se debate o iter reconstrutivo da ressarcibilidade dos danos pessoais e a convicção de que o dano corporal fará o seu caminho Secção II - Métodos de avaliação dos danos corporais - virtualidades e insuficiências 31 - Caminhos possíveis 32 - Virtualidades e deméritos dos procedimentos tabelares de avaliação 33 - Razões da premência da avaliação tabelar dos danos corporais 34 - Âmbito desejável da aplicação das normas parametrização dos danos corporais 35 - A indissociável articulação entre os modelos ressarcitórios dos danos corporais e a função do Estado sobre tal propósito 36 - O indizível futuro do estado social Capítulo III - Consequências pecuniárias do dano corporal Secção I - Danos emergentes 37 - A vertente patrimónial do dano corporal e as dificuldades da sua avaliação, especialmente no tocante aos chamados lucros cessantes 38 - A praticabilidade da tarefa de avaliação dos danos emergentes 39 - Especial, dos gastos médicos e afins efectuados 40 - O problema dos gastos efectuados com grandes incapacitados 41 - Casos em que o custo de freparação integral excede a capacidade económica daquele que causou os danos 42 - A missão pericial de avaliação para os incapacitados graves e as cautelas e procedimentos que justifica 43 - A missão pericial e o conceito e função da chamada "terceira pessoa" Secção II - Lucros cessantes 44 - A avaliação das perdas de rendimentos e salários como um dano pecuniário escrito 45 - A qualificação problemática (dano emergente ou lucro cessante?) da chamada "parte de chance" 46 - Distinção do conceito de incapacidade fisiológica ou funcional do conceito de incapacidade para o trabalho ou incapacidade laboral e repercussões e repercursões em matéria de critérios de reparação 47 - Relação ambivalente, de atracção-repulsa, entre o Direito Civil e o Direito do Trabalho 48 - O reencontro progressivo das soluções indemnizatórias dos dois ramos do direito 49 - A vertente patrimonial (dano patrimonial) do dano corporal como algo de significativamente distinto do dano corporal propriamente dito, que consiste na diminuição ou lesão da integridade psico-física da pessoa em si e por si considerada 50 - As dificuldades de avaliação dos danos patrimoniais (a título de lucros cessantes) quando os lesados sejam trabalhadores autónomos 51 - Necessidade de recorrer a outros profissionais, a solicitação do profissional autónomo lesado 52 - ... ou pessoas que exercem actividades não remuneradas ou não têm qualquer actividade 53 - O problema da avaliação dos danos patrimoniais em caso de lesão corporal sofrida por menor ou por quem não tenha completado ainda a sua formação escolar 54 - O problema da avaliação dos danos patrimoniais, a título de lucros cessantes, no caso dos agentes desportivos 55 - Lucro cessante em caso de morte de alguém que estava obrigado a prestar alimentos ou o fazia em cumprimento de uma obrigação natural 56 - Quantum indemnizatório a atribuir aos filhos sobrevivos do sinistrado 57 - Pretensões ressarcitórias de irmãos ou sobrinhos ou de pessoas sem vínculos familiares com o sinistrado Secção III - Alterações do estado da vítima com relevo patrimonial 58 - Dificuldades juridico-processuais de reapreciação do estado da vítima 59 - Diferenças de regime conforme a indemnização tenha sido atribuída sob a forma de renda ou de capital 60 - A acção de indemnização por agravamento e a metodologia pericial subjacente 61 - A especial complexidade das situações em que há simultaneamente agravamento e diminuição correlativa de certos danos Capítulo IV - Consequências não pecuniárias do dano corporal Secção I - Consequências não pecuniárias de lesões mortais 62 - O dano mortal 63 - O dano moral da morte 64 - A incomensurabilidade do dano moral da morte Secção II - Consequências não pecuniárias de lesões não mortais 65 - O "quantum doloris" 66 - O dano estético 67 - O dano da afirmação pessoal Capítulo V - Dano corporal em situações específicas Secção I - O dano corporal propriamente dito 68 - O dano corporal em sentido estrito como realidade digna de reparação autónoma 69 - O direito à integridade física ou o direito ao corpo e à saúde como um direito absoluto e inviolável 70 - Virtualidades do direito geral de personalidade na tarefa de tutela da pessoa em todas as suas manifestações 71 - Clarificação de conceitos e de tutelas entre o direito à integridade física e psíquica, por um lado, e o direito à saúde por outro Secção II - Dano corporal em situações específicas 72 - A experimentação humana e as compreensões à integridade física que comporta 73 - Os ensaios clínicos: - campo de uma salutar mas difícil tensão entre as exigências de investigação e experimentação e a tendencial intangibilidade do chamado direito à saúde 74 - O problema dos danos corporais causados no decurso das intervêncões médico-cirúrgicas em geral ou de certos processos médico-cirúrgicos específicos 75 - Deveres dos médicos para com os doentes 76 - Critérios de aferição da culpa médica 77 - A reprodução medicamente assistida, palco de uma tensão conflituante entre o direitoà saúde psicológica e o direito à integridade física e psíquica 78 - O diagnóstico pré-natal como causa de possíveis ataques à incolumidade corporal não apenas da sua mãe mas também do próprio feto Secção III - Dano corporal e genoma humano 79 - O conhecimento e a manipulação do genoma humano como possíveis factores propiciadores de lesões de direito à saúde 80 - As provas periciais genéticas e a sua virtual colisão como o chamado direito à intimidade genética 81 - Os limites do direito à liberdade de empresa face ao direito à individualidade, integridade e intimidade genéticas Secção IV - Dano corporal, lesões pré-natais e maus tratos infantis 82 - As lesões corporais sofridas durante a fase pré-natal. Sua dignidade ressarcitória 83 - O problema dos danos causados à integridade corporal de uma pessoa por actos praticados por outrem antes que a primeira tivesse sido concebida 84 - Responsabilidade por danos causados à integridade do feto, que vem a falecer em consequência de tais lesões 85 - As "wrongful-life" como exemplo de pretensões temerárias de indemnização por alegados danos corporais sofridos 86 - Os danos corporais infantis associados à questão dos menores negligenciados ou sexualmente abusados Conclusões |