2D Monografia 44 | |
Almeida, Mário Aroso Anulação de actos administrativos e relações juridicas emergentes.- Fevereiro 2002.- G.C. - Gráfica de Coimbra, Ldª / Almedina.- 895p 23cm Dissertação de doutoramento em ciências jurídico-politicas na Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa, Colecção Teses ISBN 972-40-1676-5 (Broch.) : €50,00 Direito Administrativo INTRODUÇÃO 0. A anulação contenciosa de actos administrativos e as pretensões materiais com ela relacionadas na perspectiva do novo contencioso administrativo português 1. Relações jurídicas emergentes da anulação e execução das sentenças de anulação de actos administrativos 2. Construção tradicional da execução das sentenças 3. Apreciação preliminar da construção tradicional da execução das sentenças 3.1. Reconstrução do conceito: execução da sentença e conformação com a anulação 3.2. Execução das sentenças de anulação e posições subjectivas individuais 4. Coordenadas da investigação 5. Plano da exposição PRIMEIRA PARTE - Enquadramento: acto administrativo, procedimento, processo de anulação e relações jurídicas subjacentes PRIMEIRO CAPÍTULO - Acto administrativo e posições jurídicas subjectivas dos particulares § 1.º O acto administrativo 1. O acto administrativo 2. Acto administrativo e meras declarações jurídicas 3. Tipos de efeitos dos actos administrativos sobre a esfera de terceiros § 2.º As posições jurídicas individuais SEGUNDO CAPÍTULO - Procedimento administrativo e relações jurídico-administrativas 1. O procedimento administrativo: aspectos funcionais e estruturais 2. Posições subjectivas procedimentais 3. Posições procedimentais e posições de fundo perante a Administração TERCEIRO CAPÍTULO - Acto administrativo anulável e relações jurídico-administrativas 1. Obrigatoriedade do acto administrativo e necessidade da sua anulação 2. Momento constitutivo da sentença e pretensão anulatória do interessado: instrumentalidade da pretensão anulatória e continuidade da defesa da posição subjectiva de fundo 3. Implicações no plano da configuração do objecto do processo contencioso de anulação 3.1. Configuração do objecto do processo: em primeira linha, a pretensão anulatória - rectius, a negação do poder consubstanciado no acto impugnado 3.2. Configuração do objecto do processo: o problema da extensão do processo ao accertamento negativo do poder consubstanciado no acto impugnado SEGUNDA PARTE - Sentido e alcance da anulação contenciosa de actos administrativos PRIMEIRO CAPÍTULO - Efeito repristinatório da anulação do acto administrativo PRIMEIRA SECÇÃO - Efeito constitutivo e repristinatório da anulação 1. Rectroactividade da anulação: sentido e limites 2. Alcance constitutivo e repristinatório da anulação SEGUNDA SECÇÃO - O problema do efeito repristinatório da anulação 1. O problema do efeito repristinatório da anulação 2. Em particular, o lugar paraleleo do efei9to repristinatório da revogação anulatória 3. Efeito repristinatório da anulação contenciosa TERCEIRA SECÇÃO - Configuração da repristinação operada pela anulação SEGUNDO CAPÍTULO - Represtinação e relações emergentes da anulação - destino das situações constituidas por actos conexos e dever de reexame a cargo da Administração PRIMEIRA SECÇÃO - Delimitações dos actos conexos, cuja validade depende do acto anulado SEGUNDA SECÇÃO - Problema da definição do regime de invalidade dos actos conexos 1. Núcleo duro do regime de nulidade de actos conexos 2. A hipótese de uma categoria de actos conexos apenas anuláveis 3. O caso particular do regime de validade dos contratos conexos TERCEIRA SECÇÃO - Nulidades dos actos consequentes e salvaguarda da posição dos beneficiários § 1.º Protecção da posição dos beneficiários no plano substantivo § 2.º Protecção da posição dos beneficiários no plano processual QUARTA SECÇÃO - Conclusões. Perspectivas de evolução 1. Plano processual 2. Plano material TERCEIRA PARTE - Relações jurídicas materiais emergentes da anulação contenciosa de actos administrativos PRIMEIRO CAPÍTULO - Relações jurídicas de conteúdo repristinatório PRIMEIRA SECÇÃO - Execução do efeito repristinatório da anulação § 1.º Execução do efeito repristinatório e reparação de danos: breve exposição das principais posições assumidas na doutrina alemã 1. Tutela repristinatória como remoção de consequências (Folgenbeseitigung) 2. Tutela represtinatória e repetição do indevido (Erstattung) § 2.º Execução do efeito repristinatório e reparação de danos: diferenciação funcional e delimitação concreta 1. Diferenciação funcional entre tutela de conteúdo repristinatório e reparação de danos 2. Delimitação do campo de intervenção da tutela de conteúdo repristinatório em relação à reparação de danos § 3.º Definição final da execução do efeito repristinatório da anulação do acto administrativo SEGUNDA SECÇÃO - Fundamento, natureza e alcance dos actos de execução do efeito repristinatório da anulação 1. A execução do efeito repristinatório da anulação não envolve a substituição do acto anulado 2. Em particular, a reintegração do funcionário 3. O problema dos comandos de execução do efeito repristinatório da anulação SEGUNDO CAPÍTULO - Deveres jurídicos complementares em relação à execução do efeito repristinatório da sentença 1. Ilustração no domínio paradigmático dofuncionalismo público - a reconstituição da carreira do funcionário 2. Um delicado caso de fronteira: o problema do direito do funcionário aos vencimentos TERCEIRO CAPÍTULO - Relações jurídicas emergentes da anulação e (re)exercício do poder por parte da Administração § 1.º O dever de substituição do acto negativo § 2.º O problema da renovação do acto de conteúdo positivo 1. Apreciação crítica da construção tradicional sobre a renovação de actos administrativos de conteúdo positivo 2. O poder de renovar o acto de conteúdo positivo como limite ao dever de repristinar 3. Articulação concreta entre o dever de executar o efeito repristinatório da anulação e o poder de renovar o acto anulado de conteúdo positivo § 3.º O problema da substituição do acto de conteúdo positivo por outro acto administrativo de efeito igual ou equivalente QUARTO CAPÍTULO - Eficácia temporal e regime jurídico aplicável aos actos subsequentes à anulação PRIMEIRA SECÇÃO - Enquadramento - Retroactividade e actuação administrativa reportada ao passado SEGUNDA SECÇÃO - O problema da eficácia temporal dos actos subsequentes à anulação contenciosa § 1.º Delimitação do campo da análise § 2.º O problema da retroactividade dos actos a praticar na sequência da anulação na jurisprudência portuguêsa - apreciação crítica 1. Os argumentos do Supremo Tribunal Administrativo 2. Apreciação crítica: o argumento da tutela do recorrente 3. Apreciação crítica: o argumento da reintegração da legalidade violada § 3.º Posição adoptada quanto ao problema da retroactividade dos actos a praticar na sequência da anulação § 4.º Apreciação crítica do direito positivo vigente 1. O problema da interpretação do artigo 128.º do Código do Procedimento Administrativo 2. Propostas de reformulação do regime de direito positivo vigente TERCEIRA SECÇÃO - Problema do regime jurídico aplicável aos actos subsequentes à anulação contenciosa § 1.º Ponto prévio. Natureza substantiva do problema do ponto de referência temporal dos actos a praticar § 2.º Delimitação do dever de a Administração actuar por referência ao passado: o problema geral das superveniências normativas não retroactivas 1. O problema das supervrniências normativas não retroactivas em tese geral 2. O problema das superveniências normativas não retroactivas no quadro especifico da nossa análise § 3.º Impossibilidade de actuar por referência ao passado § 4.º O caso particular das situações de impossibilidade no domínio do direito do urbanismo QUINTO CAPÍTULO - Relações jurídicas emergentes da anulação e dever de indemnizar em caso de impossibilidade de cumprir 1. Conversão do dever de restituir num dever de restituir pelo valor 2. A construção na doutrina portuguesa de um dever de indemnizar quando tem lugar uma causa legítima de inexecução 3. Apreciação crítica da construção tradicional 3.1. O problema do fundamento do dever de indemnizar 3.2. Rejeição do modelo da responsabilidade por facto lícito 4. Posição adoptada quanto à natureza do dever de indemnizar 5. Dever de indemnizar e responsabilidade civil da Administração por danos causados pelo acto anulado Breves conclusões |