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Albuquerque, Pedro A representação voluntária em direito civil (ensaio de reconstrução dogmática).- Abril de 2004.- G.C. - Gráfica de Coimbra, Ldª / Almedina.- 1360p 23cm. - (Colecção Teses) ISBN 972-40-2238-2 (Broch.) : €60,00 Direito Civil I - Introdução 1. O problema 2. Coordenadas metodológicas - Plano de pesquisa 3. A representação no Código Civil português e no direito privado I - PARTE Histórico-crítica Capítulo I - O fenómeno representativo à luz do direito romano. A gestão de interesses alheios ou por conta de outrem, mandato, representação e procuratio, formas de substituição e colaboração 1. Da proibição de agere alieno às primeiras formas de representação 2. Um caso particular de gestão por conta de outrem: o mandato 2.1. O interesse subjacente ao mandato. A construção de Watson, a tese de Arangio-Ruiz e a posição de Bortolucci - três diferentes expressões de uma mesma communis opinio acerca da inadmissibilidade do mandato tua gratia. 3. A representação encarada à luz dos efeitos jurídicos dos actos ou negócios. A doutrina de Kreller e Hamza 4. A relação verba-voluntas-representação 5. O desenvolvimento das actions exercitória e institoria e as relações com a doutrina da representação negocial 6. O procurador - uma figura emblemática. O desenvolvimento da procuratio e os seus efeitos sobre a representação negocial 7. A actio ad exemplum institoriae, um passo decisivo 8. A representação jurídica directa no direito justinianeu através da actio directa e a condictio, tamquan si principaliter cun ipso negotium gastum esset 9. A máxima da Gaius, 2, 95 10. A falta ou vício da vontade e estado subjectivos relevantes para o negócio representativo à luz do direito romano Capítulo II - Da glosa à primeira codificação 1. O desenvolvimento das diversas formas de vinculação directa na glosa e escola dos comentadores 1.1. O contexto histórico 1.2. O catálogo das excepções 1.3. As construções de contorno ao princípio da proibição do agere alieno nomine. O esquema das formas de estipulação 1.4. A doutrina de Martinus de Gosia 2. O direito estatutário italiano 3. A representação à luz do direito canónico e da canonística medieval 4. O princípio do alteri stipulari nemo potest e a doutrina humanista 5. A segunda escolástica e os juristas e teólogos juristas peninsulares 6. O desenvolvimento da vinculação e aquisição directa de direitos em virtude de acto de terceiros na jurisprudência elegante holandesa 7. O «usus modernus pandectarum» na Alemanha 8. A representação directa e o contrato a favor de terceiro no jusracionismo 9. O movimento da pré-codificação francesa 10. A representação na cultura jurídica portuguesa anterior ao Código de Seabra. Francisco de Caldas Pereira e Castro, Mello Freire, Correia Telles, Coelho da Rocha e Waldeck Capítulo III - A regulamentação da representação directa na primeira codificação 1. O Codex Maximilianeus Bavaricus Civilis 2. O Allegemeines Landrecht prussiano (ALR) 3. O Código Civil francês 4. A representação directa à luz do ABGB (Das österreischische Allegemeeine Bürgerliche Gesetzbuch) 5. O Código Civil português de 1867 Capítulo IV - A formação, no espaço juscultural tudesco, das bases dogmáticas da moderna communis opinio relativa ao fenómeno representativo voluntário. Da escola histórica ao BGB 1. A superação de construções como a de Mühlenbruch e o surgimento da Geschäftsherrntheorie (teoria do dono do negócio) de Savigny (ponto de partida para a formação da moderna teoria geral do fenómeno representativo) 2. As Repräsentationstheorien. A Fiktionstheorie e a Separationstheorie 3. A doutrina de Laband 3.1. A autonomia integral da procuração, a irrelevância do mandato eo poder de representação como simples legitimação formal 3.2. Da autonomia integral da procuração à procuratio como negócio unilateral 4. Os trabalhos preparatórios do BGB 5. A representação voluntária no BGB Capítulo V - A formulação das correntes contrárias à dogmática e à communis opinio nascida da evolução pandectística iniciada com Jhering e (supostamente) consagrada em termos definitivos pelo BGB 1. Introdução 2. A reacção contra as Repräsentationstheorien 2.1. A construção do duplo contrato de Thöl 2.2. A tese de Mitteis: a divisão intensiva e extensiva da vontade 3. As reacções contra a autonomia integral do poder de representação e contra o dogma da abstracção da procuração 3.1. A construção de Schlossmann 3.2. A construção de Isay 3.3. A tese de Dniestrzanski 3.4. A tese de Seeler 3.5. A posição de Rosenberg Capítulo VI - A formulação supostamente mais acabada e aparentemente definitiva dos desenvolvimentos iniciados com Jhering e Laband: a construção de Hupka Capítulo VII - A representação voluntária na ciência e no discurso jurídico da civilística portuguesa anterior ao código civil de 1966 II - PARTE INSTITUCIONAL Capítulo I - Causalidade ou independência da origem da procuração e do poder de representação 1. Introdução - Primeiro reconhecimento da fattispecie geradora da relação representativa: a differentia specifica 2. A autorga e origem dos poderes de representação e sua ligação à relação subjacente. A chamada procuração suspensa ou isolada Capítulo II - A relevância ou irrelevância do negócio-base para a determinação da extensão da procuração e dos poderes de representação 1. Introdução 2. O abuso de representação I - Abuso de representação e relação gestória II - Evolução histórica III - Da doutrina de Laband e a irrelevância do abuso de representação às primeiras manifestações modernas do desmando cometido pelo representante; a doutrina do Reichsgericht IV - A tese do Bundesgerichtshof V e VI - Apreciação crítica dos resultados obtidos pela jurisprudência tudesca VII - A teoria de Lebmann: abuso de representação e culpa in contrahendo VIII - O desenvolvimento de Stoll IX - As construções endógenas do abuso de representação. A formulação de Kipp e Hammel X - Os impulsos e contributos de Albermann e Nitzsche XI - A solução endógena de Siebert XII - A tentativa de resolução do abuso de representação através da aplicação analógica do § 181 do BGB e da disciplina do negócio consigo mesmo XIII - A tese endógena de Rinck XIV - A teoria da evidência do abuso de representação XV - A tentativa de redução teleológica do poder de representação ensaiada por Prölss XVI - A construção de Tietz XVII - O abuso de representação na doutrina e jurisprudência francesas XVIII - O abuso de representação em Itália XIX - O abuso de representação na doutrina coeva ao Código de Seabra: de mero problema de excesso de poderes aos primeiros sinais no sentido de autonomização da figura XX - A jurisprudência contemporânea do Código de Seabra XXI - Os trabalhos preparatórios conducentes à elaboração do actual Código Civil XXII - O Código Civil de 1966: a separação operada por doutrina e jurisprudência entre abuso e excesso de poderes XXIII - A equiparação do abuso de representação ao abuso de direito XXIV a XXXI - Crítica à tese do abuso de direito da equiparação do abuso de representação ao abuso de direito XXXVII - A construção de Helena Brito: o abuso de representação como efeito reflexo das obrigações XXVIII - As teses descritivas de simples contraposição entre o abuso de presentação e o excesso de poderes XXIX - O abuso de representação como mero problema de interpretação da procuração e extensão dos poderes de representação sem autonomia relativamente ao excesso de representação ou à falta de poderes de representação. A questão na jurisprudência actual. «O dever de conhecimento do abuso» 3. A relevância do negócio gestório e das declarações a latere da procuração para a determinação da extensão do poder representativo: as instruções à margem para a determinação da extensão do poder representativo: as instruções à margem da procuração e a distinção entre limitações ao poder de representação e simples instruções internas inoponíveis ao terceiro I - A questão no espaço juscultural germânico II - A posição de Bähr, Hellmann, Mitteis, Lenel, Von Thur Steffen, Staudinger e Schilken III - A proposta de Biermann IV - A teoria hupkaniana V. Crítica a Bähr, Hellmann, Mitteis, Lenel, Von Thur Steffen, Staudinger e Schilken VI - Continuação. As insuficiências da tese de Lenel VII - Rejeição da formulação de Biermann VIII - O afastamento da construção de Hupka IX - Continuação. Crítica a Hupka X - O problema em Itália: A teoria de reserva mental de Nattini XI - A tese da simulação tal como avançada por Saggese XII - Crítica a Nattini XIII - Crítica a Saggese XIV - O tratamento da questão em Portugal XXIII a XXIX - Apreciação Crítica das várias teses e exposições XXX - A relevância ou irrelevância externa dos deveres associados ex lege a certas situações ou negócios gestórios para a determinação da extensão dos poderes do representante XXXI a XXXIII - A distinção realizada pela doutrina alemã, no âmbito dos deveres especificamente impostos ao representante pelo representado, entre os chamados Mubvorschriften e Sollvorscriften XXXIV - As declarações a latere da procuratio de conteúdo mais amplo do que o desta última 3.1. Ainfluência das instruções a latere da procuração e do negócio-base para a falta ou vícios da vontade e estados subjectivos relevantes ao nível do negócio representativo. Remissão 4. O negócio consigo mesmo Capítulo III - A sorte da procuração e a relação jurídica a ela subjacentes 1. A extinção da procuração e do poder de representação - o termo de vigência da relação jurídica base e a revogação da procuratio 1.1. A revogação da procuração e a procuratio irrevogável Capítulo IV - A vinculação do representado em caso de invalidade ou falta da relação-base, ou, ainda, de ausência de poderes representativos. Fundamento. A procuração aparente Capítulo V - A estrutura do negócio representativo 1. Introdução 2. O artigo 259.º do Código Civil. Seus antecedentes e fontes 3. A falta ou vícios da vontade da procuração e sua repercussão sobre o negócio representativo. A impossibilidade de impugnação autónoma do acto de outorga dos poderes de representação 3.1. Os vícios das instruções e modificações proferidas à margem da procuratio 4. O conhecimento ou ignorância dos factos que podem influir sobre os efeitos do negócio jurídico 5. O negócio jurídico representativo enquanto Tatbestand complexo de formação sucessiva e para o qual relevam quer a vontade do dominus expressa na relação subjacente e na procuração quer a vontade do representante. A procuração enquanto negócio incompleto. O poder de representação Conclusões |