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Caetano, Marcello Princípios fundamentais do direito administrativo.- Fevereiro de 2003.- G.C. - Gráfica de Coimbra, Lda / Almedina.- 467p 23cm Reimpressão da edição brasileira de 1997. 2.ª Reimpressão portuguesa ISBN 972-40-0908-4 (Broch.) : €25,00 Direito Administrativo Introdução - Conceito do Direito Administrativo 1. Razão da importância e oportunidade do estudo do conceito de Direito Administrativo 2. Necessidade de um conceito de Direito Administrativo que aspire a ter validade universal 3. O Direito Administrativo considerado como disciplina científica, isto é, como sistema de normas 4. Possibilidade de elaboração de uma teoria geral do Direito Administrativo, independente de qualquer direito positivo determinado, mas tendo em conta o maior número possível de sistemas nacionais 5. Em que modelo jurídico-político consideraremos as instituições do Direito Administrativo 6. Administração, em geral, e Administração Pública, em especial. As duas acepções principais desta última expressão: como actividade e como organização 7. Será lícita a identificação da Administração Pública com a Administração do Estado? Diversas acepções da Palavra Estado. Estado-Global e Estado-Administração 8. O eqívoco da chamada "dupla personalidade do Estado". As duas citadas acepções da palavra Estado correspondem a realidades diferentes 9. Entidades territoriais que no seio do Estado-Global actuam administrativamente a par do Estado-Administração: os Municípios 10. Importância que, fora de França, tiveram as instituições municipais nas origens do Direito Administrativo 11. De como o predomínio da administração municipal na Grã-Bretanha foi um dos factores da resistência à introdução do Direito Administrativo nesse País 12. Criação de entidades jurídicas para assumirem o desempenho de actividades a cargo das entidades territoriais: a administração indirecta 13. A Administração Pública considerada como actividade não se pode confundir com a função administrativa do Estado. Características materiais e formais das funções do Estado. Não há relação necessária entre a natureza dos órgãos e a das suas funções 14. Caracteres da Administração Pública 15. A actividade da Administração Pública pode decorrer nos termos em que o direito regula as relações entre pessoas iguais (gestão privada) ou utilizando autoridade nas relações que trave (gestão pública) 16. A autoridade da Administração Pública exprime-se pela decisão executória 17. Normas que constituiem o Direito Administrativo: relacionais, orgânicas e processuais. Importância da distinção entre as normas fundamentais e normas construtivas ou instrumentais para determinar, no conjunto das normas, quais as que possuem carácter administrativo 18. Conceito de Direito Administrativo 19. Sistematização do Direito Administrativo PARTE I - TEORIA DA ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA Capítulo I - As Pessoas Jurídicas 20. Importância da personalidade jurídica na teoria da organização administrativa 21. A personalidade jurídica como qualificação de um substrato 22. Os interesses que justificam a personalidade 23. A vontade da pessoa jurídica. Teoria do órgão 24. Pessoas jurídicas de direito público e de direito privado. Pessoas territoriais. Administração directa e indirecta 25. Autarquias 26. Empresas públicas 27. Sociedades de economia mista 28. Fundações públicas Capítulo II - Os Serviços 29. Noção de serviço administrativo 30. Classificação dos serviços administrativos 31. Unidades funcionais e unidades operacionais 32. Serviços públicos ou de utilidade pública 33. Tipos de organização dos serviços 34. Organização vertical. Hierarquia 35. Autonomia. Autonomia administrativa e financeira 36. Descentralização e desconcentração 37. Tendências centrípetas e centrífugas na administração. Tutela administrativa e supervisão PARTE II - TEORIA DA ACTIVIDADE ADMINISTRATIVA TÍTULO I - AS FORMAS Capítulo III - Regulamento 38. A legalidade na administração 39. Conceito formal de lei e de regulamento 40. Regulamentos complementares e regulamentos autónomos 41. Fundamento do poder regulamentar da Administração 42. Classes de regulamentos autónomos 43. Regulamentos gerais de administração pública 44. Os regulamentos subordinados à lei Capítulo IV - Acto Administrativo §1.º - Conceito do acto administrativo 45. Noção de acto. O acto jurídico. Método adoptado para a definição do acto administrativo 46. Variedade de actos praticados pela Administração. Primeira tentativa de isolamento dos actos administrativos 47. O acto administrativo como conduta de um órgão de administração 48. Voluntariedade da conduta. O que deve entender-se por vontade em Direito. Vontade psicológica, vontade individual ou colectiva, vontade funcional 49. Vontade normativa: importância deste conceito em Direito Administrativo. Exemplos: o caso do acto tácito. A vontade normativa confundir-se-á com a valoração da conduta? Na vontade normativa não interessará nunca a vontade psicológica? 50. Unilateralidade do acto administrativo. Exercício de um poder público 51. Diferenciação do acto administrativo e do regulamento. A resolução de casos concretos 52. Diferenciação do acto administrativo e do acto jurisdicional 53. Definição de acto administrativo §2.º - Classificação dos actos administrativos 54. Classificação e tipologia. Diferença 55. Importância da classificação dos actos administrativos. Inconvenientes do seu abuso. Critério a adoptar numa teoria geral 56. 1.ª classificação: Actos definitivos e não-definitivos 57. 2.ª classificação: Actos executórios e não-executórios 58. O acto definitivo e executório como manifestação da autoridade administrativa 59. 3.ª classificação: Actos constitutivos e não-constitutivos §3.º - Validade e eficácia dos actos administrativos 60. Existência, validade e eficácia: noções 61. Requisitos de validade do acto administrativo 62. 1.º Requisito: Competência do órgão. Distinção entre atribuições e competência 63. Delimitação da competência 64. Delegação de competência 65. Conteúdo da competência: Poderes funcionais. Poderes vinculados e poderes discricionários 66. 2.º Requisito: Regular formação e expressão da vontade. Conceito de formalidades 67. Forma do acto 68. Fundamentação do acto. Os motivos 69. 3.º Requisito: Certeza e legalidade do objecto 70. 4.º Requisito: Legalidade do fim visado 71. Interpretação do acto administrativo 72. Eficácia do acto. Eficácia subjectiva e local 73. Requisitos de eficácia. Eficácia temporal §4.º - Ilegalidade do acto administrativo: - vícios e sanções 74. Vícios da vontade e vícios do acto 75. Divergência entre a vontade real e a vontade declarada 76. Vícios do acto administrativo 77. Vícios que afectam o requisito da competência 78. Vício da formação e expressão da vontade 79. Vício do objecto 80. Vício da legalidade do fim 81. O desvio de poder como ilegalidade 82. Como se gera o desvio de poder 83. Prova do desvio de poder 84. Inexistência e invalidade do acto. Tipos de sanções 85. Nulidade 86. Anulabilidade §5.º - Extinção, alteração e suspensão do acto administrativo 87. Extinção, revogação, substituição e alteração do acto administrativo 88. Conceito de revogação 89. A revogabilidade será característica do acto administrativo? 90. Actos revogáveis e irrevogáveis 91. Revogação dos actos ilegais susceptíveis de impugnação judicial 92. Competência para revogar 93. Forma e processo da revogação 94. Efeitos da revogação, quanto aos efeitos, à época, às pessoas 95. Ratificação, reforma e conversão 96. Rectificação dos erros 97. Suspensão da executoriedade do acto pela Administração ou pelos Tribunais 98. Elementos acessórios do acto: efeitos da ilegalidade Capítulo V - Contrato Administrativo §1.º - Conceito de contrato administrativo 99. Posição do problema do contrato administrativo 100. Definição genérica de contrato 101. Poderão as entidades de direito Público vincuilar-se por contrato? As diversas teses em presença 102. Noção de contrato administrativo 103. Princípios que regem o contrato administrativo: a cláusula de sujeição e a cláusula de remuneração §2.º - Regime do contrato administrativo 104. Formação dos contratos da Administração 105. O processo da licitação 106. As propostas dos licitantes. Adjudicação 107. Forma do contrato 108. Carácter pessoal da execução do contrato 109. Fiscalização da execução pela Administração 110. Alterações na execução por vontade dos contraentes ou por acto do Poder 111. Alterações na execução independentes da vontade dos contraentes. O caso de força maior e o caso imprevisto 112. A chamada "teoria da imprevisão" 113. Fundamento da revisão dos contratos por caso imprevisto 114. A imprevisão nos contratos administrativos e diminuição actual da sua importância 115. Interpretação dos contratos administrativos 116. Extinção dos contratos administrativos TÍTULO II - OS MODOS Capítulo VI - Serviços Públicos §1.º - Noções gerais 117. O serviço público como modo da actividade administrativa 118. Noção de serviço público ou de utilidade pública 119. Classificação dos serviços públicos 120. Direcção e regulamentação 121. Exclusivo ou competição na prestação dos serviços 122. Estabelecimento do serviço 123. Utilização pelo público 124. Retribuição das prestações. Tarifas e taxas 125. Responsabilidade dos utentes §2.º - Gestão dos serviços públicos. Da concessão, em especial 126. Gestão directa 127. Gestão indirecta 128. Concessão de serviço público. Noção 129. Natureza jurídica do acto de concessão 130. Poderes e direitos do concedente 131. Poder regulamentar e de actualização 132. Poder de fiscalização 133. Poderes financeiros 134. Deveres e poderes do concessionário. O estabelecimento do serviço 135. Prazo da concessão 136. Propriedade do estabelecimento do serviço 137. Exclusivo 138. Retribuição do concessionário 139. Trespasse e subconcessão 140. Sanções por inexecução do concessionário 141. Resgate ou encampação 142. Indemnização do resgate 143. Rescisão 144. Termo Capítulo VII - Polícia administrativa 145. A Polícia como modo de actividade administrativa 146. A repressão dos danos e a prevenção dos perigos 147. Necessidade da actividade preventiva na vida social moderna 148. Noção de Polícia 149. Conceito de danos sociais 150. A Polícia e a Justiça penal. Polícia administrativa e Polícia judiciária 151. Actuações repressivas da actividade policial 152. Medidas de segurança e medidas de polícia 153. Limites do poder de polícia 154. Formas de exercício do poder de polícia. A vigilância 155. Os actos de polícia. Autorizações e licenças. Operações materias 156. Áreas de exercício dos poderes de polícia TÍTULO III - OS MEIOS Capítulo VIII - Agentes §1.º - Agentes da administração e agentes administrativos 157. Posição do problema 158. A função pública no século XIX 159. A conquista do "estatuto dos funcionários" 160. Decadência do prestígio da função pública 161. A doutrina da 1.ª metade do século XX sobre a situação dos funcionários 162. Crise da noção de serviço público 163. Coexistência nos serviços de agentes submetidos ao regime de Direito Público e ao do Direito Privado 164. O regime de Direito Público já não pode caracterizar-se pelo carácter estatutário 165. ... nem pelo modo de investidura 166. Caracteristica do regime de Direito Público: o dever de fidelidade ao País. Deveres em que se desdobra 167. Deveres de obediência dos agentes administrativos 168. Conceito de agente administrativo §2.º - Disciplina da função pública 169. Importância teórica do estudo da disciplina da função pública 170. Noção de disciplina 171. Repressão disciplinar e repressão criminal 172. A infracção disciplinar. Noção. O facto punível 173. A qualificação do facto como infracção 174. Classificação das infracções. Algumas infracções especificas 175. Responsabilidade disciplinar 176. Graduação da responsabilidade 177. Penas disciplinares 178. Poder disciplinar. Formas do seu exercício Capítulo IX - Bens §1.º - Domínio público 179. Bens públicos e domínio público 180. Caracteristicas do regime público dos bens 181. Fundamento da submissão dos bens ao regime público 182. A utilidade pública, fundamento da dominialidade 183. Graus de utilidade pública dos bens. A questão do domínio privado indisponível 184. Terras vagas ou devolutas. Reservas nelas constituídas 185. Comerciabilidade de direito público 186. Universidades públicas §2.º - Formação, utilização e extinção do domínio público 187. Como se determina quais os bens do domínio público 188. Modos de utilização dos bens dominiais 189. Uso comum 190. Regime jurídico do uso comum 191. Natureza jurídica do uso comum 192. Uso privativo 193. Regime jurídico do uso privativo 194. Natureza jurídica do uso privativo 195. Concessões de exploração dos bens dominiais 196. Extinção da dominialidade §3.º - Administração pública e a propriedade privada 197. Utilidade pública e propriedade privada 198. Requisição de bens, desapropriação, ocupação temporária 199. A desapropriação por utilidade pública 200. Objecto da desapropriação. Bens e direitos 201. Destino dos bens desapropriados 202. Para quem são transferidos os bens? 203. Necessidade pública, utilidade pública e interesse social 204. O acto de declaração de utilidade pública 205. Efeitos da declaração de utilidade pública 206. A indemnização e o processo de sua determinação 207. Os bens expropriados são objecto de aquisição originária ou derivada? 208. Casos em que os bens expropriados não são aplicados nos termos da declaração de utilidade pública. A reversão ou retrocesso e a indemnização de perdas e danos 209. Servidões administrativas 210. Restrições de utilidade pública ao direito de propriedade PARTE III - TEORIA DAS GARANTIAS DA LEGALIDADE E DOS ADMINISTRADOS Capítulo X - Garantias Políticas e Administrativas §1.º - Principios gerais 211. Garantias de legalidade e garantias dos administrados 212. Garantias políticas 213. Garantias administrativas e garantias judiciais 214. Sistemas de relações entre a Administração e a Justiça: a) Sistema judicialista 215. b) Sistema administrativo 216. Fórmulas intermédias: o sistema italiano 217. Procedimento gracioso e procedimento contencioso. O contencioso administrativo §2.º - Meios administrativos de garantia 218. Reclamação e pedido de reconsideração 219. Reclamação e pedido de reconsideração 219. Recurso hierárquico. Seus efeitos 220. Recursos hierárquicos necessários e facultativos 221. Recursos hierárquicos próprios e impróprios 222. Tutela administrativa, controle, supervisão tutelar 223. Modos de exercício da supervisão tutelar 224. Intervenção do órgão supervisor na gestão da entidade tutelada 225. Controle da legalidade das despesas e dos actos que as determinam, pelos Tribunais de Contas §3.º - Processo administrativo gracioso 226. Importância do processo administrativo gracioso 227. Processo ou procedimento? Noção de processo 228. O processo gracioso como garantia 229. O processo gracioso nos países da Common Law 230. O processo gracioso nos países comunistas 231. Classificação dos procedimentos administrativos graciosos 232. Caracteristicas gerais do processo administrativo gracioso 233. Preterição das formalidades legais em estado de necessidade Capítulo XI - Garantias Judiciais §1.º - Os pedidos 234. Definição e problemas das garantias judiciais 235. Pedido de anulação: natureza e fundamentos 236. Efeitos da anulação 237. Pedido de indemnização: danos indemnizáveis e tipos de actividade administrativa que podem causá-los 238. Danos causados por factos ilícitos 239. Danos causados por actividades perigosas 240. Danos causados por sacrifício legal de direitos 241. Pedido de expedição de uma ordem: os "writs", o habeas corpus e o mandado de segurança 242. O mandado de segurança no Direito Brasileiro §2.º - As acções e os autores 243. As acções judiciais e a garantia da legalidade administrativa 244. O recurso contencioso administrativo 245. Impetração de ordem judicial: o mandado de segurança 246. Suspensão liminar da executoriedade do acto impugnado 247. Os autores. Titulares de direitos subjectivos e de interesse legítimo e pessoal 248. Titulares de interesses corporativos e cívicos. A acção popular e a acção pública |