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Machado, João Baptista Introdução ao direito e ao discurso legitimador.- Setembro 2007.- G.C. - Gráfica de Coimbra, Ldª / Almedina.- 388p 23cm. - (16.ª reimpressão) ISBN 978-972-40-0471-6 (Broch.) : €22,00 História do Direito Capítulo I Introdução - A Realidade Social como Realidade Historicamente "Instituida". O Direito como Realidade Social 1. Necessidade "original" das instituições (perspectiva antropológica) 2. As instituições na vida quotidiana 3. O Direito como parte integrante da realidade social 4. A realidade social como realidade de ordem e como forma de vida 5. Noção de instituição 6. Os "papéis" institucionalizados 7. Principais áreas institucionais 8. Funções das instituições 9. A conduta humana como conduta significativa 10. O normativo como constituinte do social 11. Implicações Gnoseológicas: compreender uma instituição social 12. Das instituições sociais para as instituições jurídicas Capítulo II - Para uma noção de Direito §1. Direito e Coacção 1. Introdução 2. Visão sociológica: o Direito como ordem de coacção 3. Visão jurídica: O direito como uma ordem com um "sentido" 4. Opção inicial. Sequência 5. Questões que se suscitam a propósito da coacção. A legitimidade da coacção 6. A necessidade da coacção 7. O Direito e a força - o Direito e o poder político A) O Direito não prescinde da força B) O Direito legitima e regula a força C) Facticidade e Validade - Poder Político e Direito 8. Conclusão 9. Observação crítica ao "cientismo" da sociologia empírica §2. O Facto e a Norma - A teoria da força normativa dos factos §3. O Direito e o Estado 1. A relação entre o Direito e o Estado 2. Se todo o Direito é estadual A) O Direito Internacional B) O Direito das comunidades "primitivas" C) Direito de fonte não estadual §4. O Direito e a Segurança 1. Relação entre Direito, Justiça e Segurança 2. A Segurança como "certeza jurídica" 3. A Segurança através do Direito face ao poder político e à Administração: o Estado de Direito §5. O Direito e a Moral Capítulo III - Grandes linhas estruturais do Sistema Jurídico A - Macroestrutura: as grandes divisões do Direito 1. Razão de Ordem 2. Direito objectivo e direitos subjectivos 3. Ramos do Direito 4. "Suma divisio": Direito Público e Direito Privado 5. Ramos do Direito Público 6. Ramos do Direito Privado 7. Outros ramos do Direito e novos ramos de Direito Capítulo IV - Grandes linhas estruturais do Sistema Jurídico B - Fórmulas e Técnicas normativas Secção I - A norma jurídica §1. Estrutura e Noção de Norma Jurídica 1. Estrutura da norma Jurídica: previsão e estatuição 2. A previsão como "facti-species": ideias gerais 3. O facto jurídico, a situação jurídica e a relação jurídica 4. O sujeito jurídico e os direitos de personalidade 5. Espécies de direitos subjectivos 6. A imperatividade, a generalidade e a abstracção da norma jurídica A) A norma como "imperativo" B) Generalidade e abstracção §2. Classificação das Normas Jurídicas 1. Normas preceptivas, proibitivas e permissivas 2. Normas universais, regionais e locais 3. Normas gerais (ou de direito-regra) e normas excepcionais 4. Normas de direito comum e normas de direito especial 5. Leges plus quam perfectae, leges perfectae, leges minus quam perfectae e leges imperfectae 6. Normas autónomas e não autónomas; disposições normativas incompletas 7. Classificação das normas tomando para ponto de referência a autonomia privada Secção II - Codificação e Tecnicas Legislativas §1. Significado da codificação como técnica normativa 1. Noção de Código, estatutos, leis orgânicas, leis avulsas e legislação extravagante 2. Significado e valor da codificação §2. Partes gerais, remissões, ficções, definições e presunções 1. Parte gerais 2. Remissões 3. As ficções legais 4. As definições legais 5. As presunções legais §3. "Ius strictum" e a "ius aequum": os conceitos indeterminados e as cláusulas gerais 1. Conceitos indeterminados 2. Princípio da legalidade e princípio da oportunidade: o poder discricionário 3. Regulamentação casuística e "cláusulas gerais" 4. Um exemplo sinóptico 5. Referência ao "direito judiciário" e ao papel do jurista §4. A Sistematicidade e o trabalho do jurista Capítulo V - A Tutela do Direito e a Garantia dos Direitos §1. Introdução - o aparelho estadual de coacção e a tutela do Direito §2. Meios de tutela jurídica 1. Tutela preventiva 2. Medidas compulsivas 3. Meios de tutela reconstitutivos: reconstituição "in natura", reintegração por mero equivalente e compensação 4. Sanções punitivas 5. Invalidade e ineficácia dos actos jurídicos 6. Tutela privada e autotutela dos particulares 7. Classificação dos meios de tutela do direito 8. A tutela do direito e a tutela dos direitos 9. Sanção e sistema jurídico §3. Tutela administrativa e garantias administrativas 1. Tutela administrativa e garantias administrativas 1. Tutela administrativa e garantias dos administrados 2. Tutela do direito e meios estaduais de controle social e de compulsão dos indivíduos §4. A tutela judiciária 1. Posição constitucional e função do poder judicial A) Função tuteladora dos tribunais B) Os Tribunais como órgãos de soberania C) Administrar justiça "em nome do povo" D) A legitimidade fundada na vinculação às leis e no respeito dos deveres estatutários do cargo 2. A Jurisdição em sentido material: Jurisdição e Administração 3. A imparcialidade 4. A independência dos tribunais 5. Organização judiciária Capítulo VI - Fontes de Direito e Vigência das Normas 1. Noção. O problema 2. Enumeração e classificação das fontes de direito 3. A lei 4. Os assentos 5. O costume 6. A jurisprudência 7. A doutrina 8. Os princípios fundamentais de direito 9. Entrada em vigor das leis 10. Termo da vigência da lei 11. Hierarquia das fontes e das normas 12. Conflitos de normas Capítulo VII - Interpretação e integração da lei Secção I - Introdução 1. Indicação da sequência 2. Nota bibliográfica Secção II - A interpretação da lei §1. A doutrina tradicional da interpretação das leis 1. Noção 2. Interpretação doutrinal e interpretação autêntica 3. A querela dos métodos A) Os dois eixos de coordenadas B) A orientação subjectivista C) A orientação objectivista D) Balanço provisório entre as duas correntes 4. Elementos de interpretação (factores hermenêuticos) A) Elemento gramatical (texto ou "letra da lei") B) O elemento racional ou teológico C) Elemento sistemático (contexto da lei e lugares paralelos D) Elemento histórico 5. Resultados da interpretação §2. Posição do Código Civil Secção III - Integração da Lei 1. Introdução: distinção entre interpretação e integração da lei 2. Proibição do "non liquet" (obrigação de julgar) 3. Noção e espécies de lacunas 4. Espécie de lacunas 5. "Lacunas do Direito": referência à unidade da ordem jurídica 6. A determinação das lacunas e a colmatação das lacunas 7. Enquadramento teórico do domínio das lacunas e do possível espaço do jogo da metodologia integradora ou "prater legem" 8. O recurso à analogia: art. 10.º, 1 e 2 9. Função do recurso a uma norma "ad hoc" elaborada pelo julgador dentro do espírito do sistema: art. 10.º, 3 Secção IV - Postulados hermenêuticos fundamentais 1. A "pré-compreensão" do "referente" ou o "subentendido" no entendido 2. O referente das "facti-species" legais e o referente fundamental da ordem jurídica 3. A dialéctica do "positivo" e do "trans-positivo" 4. Paralelismo entre os postulados hermenêuticos e os postulados do "Direito Natural" 5. O referente hermenêutico e a polaridade "positiva" do Direito 6. Rejeição da hermenêutica positivista 7. Pressupostos hermenêuticos e "vontade do legislador" Capítulo VIII - A Aplicação da Lei no Tempo e no Espaço Secção I - Aplicação da lei no tempo §1. Introdução 1. O problema. Sua importância prática 2. Problemas de filosofia e de política jurídica subjacentes à teoria da não retroactividade. Fundamento último do princípio da não retroactividade 3. Graus de retroactividade 4. A retroactividade e a Constituição 5. Soluções possíveis do problema. As disposições transitórias. "Direito Transitório" §2. Teoria da não retroactividade da lei e suas aplicações 1. O princípio da não retroactividade da lei e a sua expressão no nosso Código Civil 2. Insuficiência da fórmula da teoria do facto passado: factos-pressupostos não constitutivos 3. Lei aplicável às situações jurídicas contratuais ("estatuto do contrato") 4. Leis sobre prazos 5. Leis imperativas 6. Leis confirmativas Secção II - Aplicação da Lei no Espaço Capítulo IX - O Direito e as Ciências Sociais 1. Ser e Dever-se - Facticidade e Normatividade 2. Ponto de partida normativo na indagação "jurísta" do Direito 3. Descritivo e preceptivo 4. Investigar e decidir. O modelo jurídico de decisão 5. Relevância das Ciências Sociais para o Direito 6. A validade jurídica: seu fundamento suprapositivo 7. Conclusão Capítulo X - Prolegómenos do Discurso Legitimador Secção I - Introdução Geral ao Discurso Legitimador 1. Ligação do discurso legitimador à origem da nova forma de vida "homem" 2. O discurso legitimador e o discurso jurídico Secção II - O Problema do Direito Justo 1. Introdução 2. Jusnaturalismo e filosofia pragmatista da linguagem 3. Uma concepção hodierna do Direito Natural 4. Da validade do Direito Positivo Secção III - Da Mediação no Discurso Legitimador §1.º - A concretização como mediação 1. Tramitação do discurso concretizador dos princípios e cláusulas gerais 2. Aspectos hermenêuticos e aspectos heurísticos. A formação do "sensus iuridicus" 3. A função mediadora do discurso jurídico e o "círculo hermenêutico" 4. A "origem" da força persuasiva e legitimadora do discurso aplicativo 5. A necessidade da mediação 6. Significado da "mediação". Discurso hermenêutico e discurso teorético §2.º O discorrer por analogia 1. A analogia como princípio e o argumento a contrário 2. O argumento da analogia Secção IV - O Direito, o Homem e a Cultura 1. O direito como parte integrante da cultura e a imagem do homem pressuposta pelo direito 2. Concepção materialista e concepção culturalista do homem e da sociedade 3. Apreciação da tese materialista 4. O homem "ser de linguagem" originária e radicalmente comprometido no discurso legitimador 5. O suprapositivo no discurso: sua relação com o consenso originário pressuposto e com a ideia de Justiça. Razão e pacto 6. Mediação, Aprendizagem e Condição humana 7. Um "sentido de justiça" inato ou adquirido? Acontecimento e "origem" 8. Acontecimento e "origem": Justificação da Hermenêutica 9. Recapitulação: Ciência e Hermenêutica, organização e exito Capítulo XI - A Ciência Jurídica 1. Introdução: concepção corrente do trabalho do jurista 2. Posição no sistema geral das ciências 3. Dimensão científica da Ciência Jurídica 4. Virtualidades "libertadoras" da dogmática jurídica 5. Índole e função não científica da ciência jurística 6. A linguagem e a especificidade das linguagens 7. A ciência jurídica entre as ciências hermenêuticas |