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Correia, Maria Lúcia C. A. Amaral Pinto Responsabilidade do estado e dever de indemnizar do legislador.- Junho 1998.- Coimbra Editora, Ldª.- 742p 23cm ISBN 972-32-0830-X (Broch.) : €31,42 Direito Administrativo Introdução 1. O problema... 2. ... e o seu método 2.1. Leituras e précompreensões 2.2. A "teoria geral" da responsabilidade do Estado Parte I - Origens e fraquezas da "teoria geral" da responsabilidade do estado Capítulo I - As origens da "teoria geral". Um sistema único de pressupostos do dever público de indemnizar 1. A definição do sistema único 1.1. Um binómio fundamental: "responsabilidade por facto ilícito/responsabilidade por facto lícito" 1.2. As consequências do binómio: a filiação da expropriação no instituto da responsabilidade 1.3. Três razões de inquietação 2. As raízes do sistema único. O direito françês e o regime de autonomia administrativa da responsabilidade pública 2.1. Expropriar e responder. A continuidade na formação do instituto expropriatório 2.2. A ruptura na formação do instituto da responsabilidade 2.3. A ruptura em direito francês. A formação jurisprudencial do instituto da responsabilidade pública 2.4. As funções da doutrina na consolidação da jurisprudência. Funções de legitimação, de dogmatização e de teorização geral 2.5. A importância de Duguit na formulação da "teoria geral". Uma noção pública e objectiva de responsabilidade 2.6. A utilidade da nova orientação. A "égalite devant les charges publiques" como fundamento geral do instituto da responsabilidade 2.7. As consequências dogmáticas do fundamento geral da responsabilidade pública. Expropriar e responder 3. A existência de outros regimes. Sua importância e significado. Remissão 3.1. Autonomia administrativa versus regimes de direito priva. Das dificuldades da comparação em matéria de responsabilidade da administração 3.2. Ainda os "regimes de direito privado": os casos italiano e alemão 3.3. Sistemas plurais versus sistema único. O valor da garantia constitucional do património em direito italiano e em direito alemão 3.4. A utilidade da comparação em direito administrativo e a utilidade da comparação em direito constitucional. Remissão e razão de sequência Caítulo II - As fraquezas da "teoria geral". Um sistema aberto de pressupostos do dever público de indemnizar 1. Encerramento disciplinar e abertura funcional. O paradoxo do regime francês de responsabilidade pública 1.1. Uma estranha situação de direito comparado 1.2. O instituto da responsabilité de l'Etat du fait des lois 1.3. A apreciação crítica do instituto. Um equívoco de designação 2. As origens do paradoxo. Os limites da lei entre o positivo sociológico e o princípio da constitucionalidade 2.1. As razões explicativas do equívoco de designação. Uma busca necessária 2.2. Responsabilidade em vez de invalidade 2.3. A ignorância do princípio da constitucionalidade 2.4. A teoria geral da responsabilidade do Estado. Um standard impossível de racionalidade da lei 3. A resolução do paradoxo. A normatividade da Constituição como elemento metódico determinante 3.1. Princípio da constitucionalidade e aperfeiçoamento dogmático do constitucionalismo francês 3.2. As transformações actuais do direito constitucional françês. Suas repercussões na questão da "responsabilidade" do legislador 3.3. Importância e significado do exemplo françês. A normatividade da constituição como elemento metódico determinante Parte II - Lei e primado da constituição Capítulo III - O conceito constitucional de lei 1. Lei, teoria da lei e conceito constitucional de lei 2. O conceito de lei na Constituição de 76 3. Forma e matéria na determinação do conceito constitucional de lei. As origens do dualismo 4. A generalidade e a abstração como "matéria" da lei: as diferentes versões do dualismo 5. A noção de lei-medida. Conceito de lei e limites da função legislativa 5.1. Carl Schmitt e a querela dos métodos 5.2. A noção de lei-medida 6. A crítica da tese da generalidade e da abstracção 7. O problema do art. 268, n.º 4, da CRP Capítulo IV - O primado da constituição 1. Um projecto não cumprido do iluminismo europeu 2. Os difíceis caminhos da supralegalidade 2.1. Poder constituinte e poder constituído 2.2. A suprelegalidade formal. Kelsen e o conceito de lei inválida 2.3. A supralegalidade material. Aplicabilidade directa dos direitos fundamentais e noção de lei injusta 3. A inovação paradigmática do príncípio da constitucionalidade das leis. O caso do direito português 4. As implicações metodológicas da inovação 4.1. Constitucionalidade das leis e método dogmático em direito constitucional 4.2. Os limites da inovação. O saber do direito constitucional Parte III - Responsabilidade do estado e dever de indemnizar do legislador Capítulo V - O artigo 22 da CRP 1. O problema da "responsabilidade do Estado-legislador" em direito comparado. Saber perguntar e saber comparar. 2. A colocação do problema face ao direito português - saber perguntar e saber interpretar 2.1. Responsabilidade do Estado, dever de indemnizar do legislador e supralegalidade 2.2.Monismo e dualismo na organização dos sistemas de prestações estaduais compensatórias 2.3. O problema em direito português. Uma tese contra a tradição monista 2.4. A garantia institucional do art. 22: saber perguntar e saber interpretar 2.5. O sentido da constitucionalização da responsabilidade do Estado: proibição de retrocesso e imposição de progresso no sistema de pressupostos do dever público de indemnizar Capítulo VI - Lei expropriatória e cláusula indemnizatória conjunta. O dever de indemnizar do legislador 1. Pressupostos dogmáticos em direito comparado 1.1. Lei expropriatória e garantia constitucional da propriedade 1.2. Formulação e desenvolvimento dogmático da noção de lei expopriatória 1.2.1. O processo europeu. O conceito constitucional de propriedade e o conceito constitucional de expropriação 1.2.2. A recepção dos conceitos em direito italiano e em direito espanhol 1.2.3. A versão norte-americana: talking e regulation na jurisprudência do Supreme Court 2. A admissibilidade dos conceitos em direito português 2.1. Lei expropriatória e responsabilidade do Estado por actos legislativos lícitos: a verdadeira imagem de um falso problema 2.2. O"nosso" conceito de propriedade e o "nosso" conceito de expropriação. Património privado, constituição económica e modelo económico da Constituição 2.3. O art. 62 da CRP 2.3.1. Um direito fundamental de natureza análoga à dos direitos, liberdades e garantias 2.3.2. O conceito de expropriação da CRP 3. Os limites da lei expropriatória 3.1. Razão de sequência 3.2. Lei expropriatória e lei de conformação social da propriedade 3.3. Lei expropriatória e lei quasi-expropriatória. A protecção da confiança como parâmetro de controlo 3.5. Lei expropriatória e prognose do legislador. Casos excepcionais de "responsabilidade civil" do Estado por actos legislativos lícitos? Capítulo VII - Inconstitucionalidade e ilicitude. O problema da responsabilidade civil do estado por prejuízos causados por leis 1. A colocação do problema 1.1. A protecção dos particulares face a lesões decorrentes de leis: consumação, subsidiariedade e autonomia entre formas de protecção jurídica primária e formas de protecção jurídica secundária 1.2. A justificação da regra da consumação nos casos de inconstitucionalidade das leis expropriatórias. Fronteiras e potencialidades da justiça constitucional 1.2.1. A rejeição do princípio da autonomia 1.2.2. A rejeição do princípio da subsidiariedade 1.3. Hipóteses de prejuízos causados pela inconstitucionalidade de outras leis: a exacta dimensão do problema da responsabilidade do Estado-legislador 2. O estado da questão em direito comparado 2.1. A unanimidade de uma resposta negativa 2.2. A discussão em direito alemão. A teoria da Staatshaftung für legislatives Unrecht 2.3. O debate da doutrina italiana: a questão da obrigatoriedade das leis inconstitucionais 3. O problema face à Constituição portuguesa. Ilícito civil, ilícito administrativo e ilícito constitucional 3.1. Inconstitucionalidade e ilicitude 3.2. O caso do direito português 3.3. Limites à enunciação de um princípio geral |